O Grupo

A Cia dos Inventivos surgiu em 2004 a partir de um pequeno coletivo de estudantes em formação na Escola Livre de Teatro de Santo André/ SP. Instigado com as aulas de Alexandre Mate, realizou-se uma série de encontros extracurriculares a fim de fazer experimentações na rua com base na estética do teatro épico. Em 2005 com o incentivo do VAI (Programa de Incentivo às Iniciativas Culturais da Cidade de São Paulo) a companhia montou o seu primeiro espetáculo de rua “A História da morte de Maria Consorte”, percorrendo as feiras livres das regiões norte, sul, leste, oeste e centro da cidade de São Paulo totalizando 24 apresentações nestas regiões. Neste mesmo ano participam do IX Festival Nacional de Teatro de Americana e conquistaram dois prêmios: Melhor Espetáculo de Rua pelo júri oficial e Melhor Espetáculo pelo voto popular. Em 2006 foram contemplados novamente pelo VAI e além de continuarem a circulação do espetáculo, ministraram Oficinas de Teatro de Rua com base nas experiências dos estudos e treinamentos anteriores para a montagem da “Historia da morte de Maria Consorte”.
Entre 2006/2007 participaram da I Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, da IX Mostra de Teatro do Monte Azul e do projeto Circular Cohab’s da cidade Tiradentes em parceria com os grupos Buraco d’Oráculo e Instituto Pombas Urbanas. Em 2008 a Cia dos Inventivos dedicou-se a participar ativamente das reuniões do MTR (Movimento de Teatro de Rua de São Paulo) sobre políticas públicas para o teatro de rua da cidade e Estado. Em 2009, a partir de provocações do agora orientador da pesquisa, Alexandre Mate, depararam-se com a obra “Viva o Povo Brasileiro” do autor baiano João Ubaldo Ribeiro e convidaram para a direção artística o então parceiro Edgar Castro. Inscreveram o projeto no Programa de Ação Cultura (PROAC Montagem/2008) da Secretaria de Estado da Cultura. Com a resposta positiva do edital, iniciaram o processo de pesquisa para a nova montagem indo às cidades de Salvador e Ilha de Itaparica no Estado da Bahia colhendo relatos de moradores e participando de manifestações artísticas/ populares da região. Para este espetáculo, além da obra central “Viva o Povo Brasileiro”, também foram estudadas outras obras da literatura brasileira, entre elas “O povo brasileiro” de Darcy Ribeiro e textos do geógrafo Milton Santos, complementando com treinamentos de dança-afro, jongo e capoeira. Em 2009 estrearam CANTEIRO circulando por 15 cidades do interior de São Paulo totalizando um público aproximado de 5 mil espectadores, e em seguida fazendo nova circulação por mais 6 cidades pelo Circuito Cultural Paulista. Na capital participaram do evento comemorativo dos 30 anos da Cooperativa Paulista de Teatro intitulado “Teatro nos Parques” com patrocínio da Oi Futuros e da IV Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas. Em março de 2010, participaram da Mostra paralela do Festival de Curitiba/PR- FRINGE tendo destaque em jornais da cidade. Em 2011, participaram de importantes Mostras e Festivais do Estado de São Paulo destacando-se a 26ª FESTIVALE de São José dos Campos/SP e 6ª FENTEPIRA de Piracicaba/ SP. Participaram ainda de discussões por políticas públicas de âmbito nacional nos encontros presenciais da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR) em Arcozelo/RJ, Rio Branco/ AC,Canoas/RS e em Campo Grande/MS.
Em abril deste mesmo ano o grupo foi contemplado na 16ª edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, consolidando e iniciando uma pesquisa de 18 meses para a construção do espetáculo BANDIDO É QUEM ANDA EM BANDO, peça que faz parte da segunda parte da trilogia em torno da obra de João Ubaldo Ribeiro “Viva o povo brasileiro”. O espetáculo indicado em 2012 ao Prêmio de Melhor Espetáculo de Rua da Cidade de São Paulo. Foram à III Mostra de Teatro Olho da Rua da Trupe Olho da Rua em Santos/SP e X Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR) que aconteceu no mesmo local simultaneamente. Participaram ainda com a peça “Bandido é Quem Anda em Bando” da comemoração dos 10 anos da Associação Ribeirãopirense de Cidadãos Artistas (ARCA) em Ribeirão Pires/SP e algumas apresentações pelo centro da cidade de São Paulo e na Praça Miguel Dell’Erba na Lapa Zona Oeste/SP. No período da montagem promoveram em parceria com o Instituto de Artes da UNESP quatro encontros de discussões sobre o Teatro de Rua e suas implicações. Lançando no final dessa 2ª parte uma Revista sobre o processo de criação do grupo intitulada “Bandido é quem anda em bando: No ½ da travessia de uma trilogia Inventiva”. Em junho de 2012, foram a cidade de Salvador/ BA, com recursos próprios para a pesquisa da última montagem da trilogia inspirada na obra “Viva o povo brasileiro”; fizeram três apresentações da primeira parte da trilogia, o espetáculo de rua Canteiro, no Terreiro de Jesus – Pelourinho. Ainda em 2012 o projeto de circulação do espetáculo “Canteiro” foi aprovado no edital federal FUNARTE ARTES NA RUA do Ministério da Cultura, realizando em abril de 2013 temporada no Estado da Bahia passando por 7 cidades, incluindo a capital Salvador, totalizando 14 apresentações. Em Maio deste ano participaram do VII Festival dos Inhamus na Cidade de Tauá no Estado do Ceará. Ainda em 2013 participam pela primeira vez da Virada Cultural de São Paulo com o espetáculo de rua “Canteiro”. Em 2013 contemplados pelo Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, iniciam um  processo de pesquisa continuada para a montagem do último espetáculo da trilogia inventiva e nos seus Escambos Estéticos convidam 4 companhia parceiras para auxiliar e trocar na pesquisa, são elas: Cia. Do Tijolo, Zumb.boys, Barracão de Teatro (Campinas), Tablado de Arruar. Assim estreiam dia 05 de maio de 2014 AZAR DO VALDEMAR fechando a trilogia dedicada ao universo de Ubaldo, fazendo temporadas do espetáculo no centro da capital e iniciam circulação pelas periferias de São Paulo. Ainda em 2014 circulam pelo interior de São Paulo com o espetáculo de rua “Canteiro” através do PROAC ARTES CÊNICAS PARA A RUA/2013 por 12 cidades do interior de São Paulo.

 Em 2014 foram contemplados pela edital federal FUNARTE NAS RUAS do Ministério da Cultura e realizaram no mês de julho de 2015 uma temporada de 10 apresentações do espetáculo AZAR DO VALDEMAR na cidade do Rio de Janeiro/RJ na Praça Largo do Machado. Neste mesmo ano foram  contemplados mais uma vez pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, e iniciam um novo projeto de pesquisa, agora debruçados no Teatro de Revista, e realizam em 2016, 2 experimentos cênicos com “desorientação” de direção de Edgar Castro: ZIGUIRIDUM DO REVISTEIO POPULAR BRASILEIRO inspirado na obra de Cidinha da Silva “Baú de miudezas: Sol e chuva”, com direção de Aysha Nascimento, EU VOU TIRAR VOCÊ DESTE LUGAR inspirado na obra de Marcelino Freire “Nossos ossos”, com direção de Marcos di Ferreira e o espetáculo infanto-juvenil inspirado na obra “Quarto de despejo” de Carolina Maria de Jesus UM CANTO PARA CAROLINA com direção de Flávio Rodrigues, também com “desorientação” de Edgar Castro.

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