quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Dia 17 começa a 2ª Mostra Escambos Estéticos de Estado Permanente em Revista




[Dia 17 começa a 2ª Mostra Escambos Estéticos de Estado Permanente em Revista]

A partir das 14 teremos intervenções com artistas de rua.

15h - Trupe Olho da Rua - BLITZ

Sinopse

Simbolizar pela ótica da sátira elementos e signos que representam o poder opressor do Estado e da mídia corporativa, resignificar o que está posto escamoteado pelo senso comum na intenção de ressaltar a potencialidade estética e dramatúrgica do que nos é apresentado como comum no dia – dia.

Ficha Técnica

Criação Coletiva
Direção – Caio Martinez Pacheco
Atores – Bruna Telly, Caio Martinez Pacheco, Fábio Piovan, João Paulo T.Pires, João Luiz Pereira Junior, Raquel Rollo, Sander Newton e Wendell Medeiros.
Equipe Técnica – Fernanda Venturini e Victor Fortes Direção Musical – Trupe Olho da Rua.
Figurinos – Trupe Olho da Rua.
Cenário – Trupe Olho da Rua.
Sonoplastia – Trupe Olho da Rua.
Produção – Raquel Rollo e Caio Martinez Pacheco.
Iluminação – Deus ou o Sistema Solar.

16h30 - Batakerê: GIRAR

Sinopse

Girar é a encruzilhada entre memória e presente, sagrado e profano. O espetáculo apresenta o reencontro de amigos que tem em comum a Capoeira de Angola, o Samba de Roda, o Tambor de Crioula, e o Jongo, expressões de resistência poética e política. A oralidade e o corpo fundem-se para transmitir a festa, espaço de troca de experiências como contra ponto as durezas da vida. O publico, presente nas ruas, praças, parques e feiras, será convidado para a cena, participando enquanto conviva.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Silvana de Jesus, Pedro Peu, Edson Jacaré, Talita Bonfim, Cintia Abrantes, Silene Abrantes, Dominique Vieira, Daniel marques, Anelise Mayumi, Ricardo Januario, Rafael Oliveira, Yasmin Ribeiro.
Direção Geral: Pedro Peu
Produção: Verinha Curado
Fotos: Adriano Faim

18h - Os Levantes : LEVANTES

Sinopse

"Levantes" é uma banda que saiu pra tocar nas ruas e praças públicas para declarar sua indignação diante das desigualdades e preconceitos tão evidentes no mundo atual. Formada por um power-trio (baixo, guitarra e bateria), interpretam temas de suas maiores influências, entre elas, Mutantes, Beatles, Amy Winehouse, Secos e Molhados, Frank Sinatra, Dave Brubeck e muitas outras, além de composições próprias.
As músicas foram escolhidas principalmente por suas letras, que falam de amor, liberdade, justiça.

FICHA TÉCNICA
Formado por Eugênio La Salvia (guitarra e voz), Paola Pelosini (baixo e voz) e Tato Ferrari (bateria e voz).

Sobre a Mostra:

A 2ª Mostra Escambos Estéticos de Estado Permanente em Revista faz parte  da nova pesquisa da Cia dOs Inventivos,” CIA. DOS INVENTIVOS EM REVISTA: 10 ANOS DE (R)EXISTÊNCIA NAS RUAS e acontece pelo 2ª ano consecutivo na  Praça Miguel Dell’erba, Zona Oeste da capital onde tem sido nossa sede publica desde 2005. Essa mostra tem como propósito inicial a fluidez artística em um espaço aberto totalmente gratuito aos passantes, contando com a participação de artistas convidados com repertórios e obra artísticas que tenham como linguagens a música, o teatro, o circo, a dança (linguagens que já estiveram na 1ª Mostra do grupo).

A novidade desta edição é a exibição de curtas-metragens ao ar livre. A Mostra  além de um diálogo com as manifestações audiovisuais também se encontra com o grafite.

A “2ª Mostra Escambos Estéticos de Estado Permanente em Revista” se liga diretamente a nova pesquisa do grupo por isso contamos também com:

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Festival Santista de Teatro !

Amigos e amigas!
Hoje apresentaremos o nosso "Azar" aqui no FESTA, Festival Santista de Teatro, Santos /SP, o festival mais longo em (r)existência, Viva!
Pelas condições climáticas, bem provável que apresentaremos ali na Casa da Frontaria, que fica na Rua do comércio,93.O horário será o mesmo da programação 21h30.
Esperamos por vocês.
Axé!
Informações sobre a peça.
Uma trupe de artistas mambembes conta a história do desaparecimento de Valdemar e, com o público, tenta recriar a sua trajetória. “Azar do Valdemar” encerra a Trilogia dOs Inventivos, livremente inspirada no romance "Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro.
Em “Azar do Valdemar” a Cia. dos Inventivos, desenvolve, por meio do teatro, informação sobre os sequestrados pelo estado policial que vigora em nosso país, denunciando simbolicamente as inúmeras injustiças do corpo social fragmentado pela violência. Inspirando-se em características do Teatro de Variedades, o espetáculo tenta construir novas abordagens que, por meio do estético, revisitem os modos como os relacionamentos humanos têm se constituído. Ao apontar as hostilidades contra o humano, os Inventivos criam mais um espetáculo-rapsódia da gente brasileira iniciado no “Canteiro”, revelado em “Bandido É Quem Anda em Bando” e manifestado em “Azar do Valdemar”.
Atores-criadores: Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues e Marcos di Ferreira/Músico-criador: Adilson Fernandes
Concepção: Cia dos Inventi
vos
Direção: Edgar Castro
Assistente de direção: Daniela Rosa
Dramaturgista: Jé Oliveira
Orientação da pesquisa: Alexandre Mate
Direção Musical e Música Original: Rodrigo Mercadante
Letras:Rodrigo Mercadante
Preparação Corporal e Direção de Movimento: Verônica Santos
Preparação vocal: Raniere Guerra
Preparação dos atores: Antônio Salvador
Treinamento Palhaço: Esio Magalhães
Cenário e Luz: Wagner Antônio
Assistente de Cenário e Luz; Van Caires
Brincante Figurinista e Aderecista: Cleydson Catarina
Assistente de Figurinos e Adereços: Marcos Emanoel
Maquiagem: Guto Togniazzolo
Desenho de som: Miguel Caldas
Costureira: Euda Alves de Araújo
Artista gráfico: Murilo Thaveira
Produção: Ana Flávia Rodrigues
Realização: Companhia DOs Inventivos e Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – XXII edição.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ministério da Cultura sob ameaça de extinção!



Nesta quinta-feira (3), o ministro do Planejamento Nelson Barbosa juntamente com o ministro da Fazenda Joaquim Levy, em nota no jornal O Globo, propôs o corte de 15 ministérios para reduzir gastos do Governo, entre os quais o Ministério da Cultura. A Cooperativa Paulista de Teatro vem manifestar seu completo repúdio ao corte da pasta. É inadmissível que o MinC desapareça.
A atual política de cultura federal está longe de dar conta da abrangência nacional, mas esta pasta ainda representa o único espaço onde os trabalhadores da Arte e da Cultura podem reivindicar suas pautas. É hoje o único espaço oficial possível da disputa do pensamento, da reflexão e do simbólico.
Fechar o MinC hoje seria abandonar a cultura tradicional indígena, quilombola, dos povos de terreiro, de matrizes africanas, do Circo - que apenas nos últimos 10 anos conseguiram alguma representação junto aos poderes públicos. Seria abandonar os artistas, fazedores e pesquisadores de Teatro, Dança, Artes Visuais, Cinema, Hip Hop, além de todas as linguagens embrionárias advindas da relação contemporânea entre tecnologia e Arte. Seria abandonar a construção cotidiana da subjetividade dos brasileiros.
O fechamento dessa pasta significa um retrocesso inigualável no país, pois mais uma vez a Cultura está sendo tratada como ação supérflua - o que é inconcebível na agenda de um governo que se define progressista.
É possível que esse ato signifique o desfecho de uma ação maior que vem aos poucos se desenhando, agora conseguimos compreender o porquê do ministro Juca Ferreira não ter conseguido reverter o grosseiro corte no orçamento da pasta neste início de gestão. Certamente já havia o interesse de enfraquecimento do Ministério por parte da ala conservadora do Governo.
Em pleno século XXI, diante da conjuntura política e social do nosso país - onde forças reacionárias ganham cada vez mais visibilidade e poder -, fechar o Ministério da Cultura é assumir um discurso não apenas conservador, mas fascista, que enxerga a identidade de um povo, sua multiplicidade cultural e a própria individualidade do cidadão como mercadoria, que pode a qualquer tempo ser cortada como se fosse moeda de troca dos governos de plantão.
Nossa luta nunca foi fácil. Continuaremos aqui, na resistência contra aqueles que não compreendem a dimensão de uma Cultura que busca antes de tudo a construção e a cidadania de um povo. Seguiremos na resistência, nos movimentando e brigando contra as pautas e agendas retrógradas, que insistem em nos apagar da História.
EVOÉ!