quinta-feira, 28 de maio de 2015

Do fim para o começo, começa a nova pesquisa do grupo!


 “ quisermos ser funcionalmente verdadeiros e não nos tornarmos mumbavas inermes e bobos da corte(...) temos de adotar os princípios da arte-ação”. Mario de Andrade

Do fim para o Começo - Um gesto reflexivo Sócio/poético
Com todo e qualquer tipo de sorte e/ou az(ar), que se é ou foi possível respirar nas esquinas das  c(idades) brasileiras e sendo um cidadão(ã)/Negro na pele ou em ideologia é que desejamos investigar e revelar através de expediente épicos do Teatro de Revista o projeto "Cia dos Inventivos em Revista! 10 anos de (r)existência nas ruas". Quando nos jogamos em um mergulho profundo no universo de João Ubaldo Ribeiro, através da pesquisa “Viva o Povo Brasileiro”, boa parte subsidiada pela “LEI DE FOMENTO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO”, não tínhamos a real consciência ou a dimensão de que esta investigação mudaria nossas vidas e nossa maneira de olhar e interagir com o mundo do qual fazemos parte e somos sujeitos transformadores. Muitas conquistas foram contabilizadas desde o começo da Trilogia Inventiva
Adotar princípios de “Arte-Ação” talvez tenha sido nosso primeiro impulso, porque não poderíamos ficar estáticos diante do fato imediato de que fazíamos parte de uma classe operaria historicamente massacrada, roubada e subjugada. Entendíamos que teoricamente e esteticamente precisávamos ser agentes, artistas e transformadores e durante os seis anos que seguimos percebendo diariamente a nós, nosso povo, e nossas contradições, é que descobríamos a importância da “Arte-Ação” proposta por Mario e por tantos outros.
A teoria integrada à pratica, ou seja, a Práxis e a Coletividade foi, incontestavelmente para nós dos Inventivos, importante para a elaboração de uma prática teatral Popular-Performática em que o ator é sujeito elaborador de sua obra. Os expedientes Épicos e de Variedades que foram fundamentais para a montagem de “Azar do Valdemar”, último espetáculo da Cia dos Inventivos, são o fundamento-alicerce para a continuidade e aprofundamento de nossa pesquisa e sobretudo à nossa maneira estética de refletir-compartilhar com nosso público passante da rua, seja em qual esquina o encontro acontecer.
 Intuímos que o Teatro de Revista é uma obra performática por excelência, pois tem em si uma partitura mais ou menos composta e tende a ser realizada a partir da intervenção do público com a obra para que ela se complete, ou seja, é uma obra relacional por excelência. O Teatro de Revista e seus expedientes estéticos somados a literatura contemporânea, tendo em vista o enorme prazer e aprendizado que foi ter mergulhado no universo do João Ubaldo Ribeiro através da sua obra “Viva o Povo Brasileiro”, são matérias importantes e fundamentais para uma pesquisa que tem como objetivo princípios de “Arte-Ação”.
Como em nosso último trabalho investigamos o Teatro de Variedades, aproximamo-nos de quadros épicos e populares. E agora durante as apresentações de “Azar de Valdemar” e também durante os ensaios gerais percebemos que as historias em quadros, as cores, o riso característico desta linguagem traz para a cena um expectador curioso para a narrativa, talvez porque o convide de forma mais eficaz ou tomem de assalto o expectador  para a  reflexão proposta pela Cia.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Os Inventivos no Rio de Janeiro em julho!

Queridos amigos e amigas! Boa Tarde!
É com grande alegria que confirmamos que em julho deste ano o grupo viaja a cidade do Rio de Janeiro, fazendo temporada de 10 apresentações através do Funarte Artes Cênicas nas Ruas 2014. Em breve divulgaremos local e horários das apresentações,
Saiba mais:
AZAR DO VALDEMAR
Foto Christiane Forcinito
Espetáculo de rua livremente inspirado no romance “Viva o povo Brasileiro” de João Ubaldo Ribeiro
Sinopse
Uma trupe de artistas mambembes conta a história do desaparecimento de Valdemar e com o público tenta recriar a sua trajetória. Azar do Valdemar fecha a trilogia dOs Inventivos livremente inspirada no romance épico "Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro.
Atores-criadores: Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues e Marcos di Ferreira
Músico-criador: Adilson Fernandes
Concepção: Cia dos Inventivos
Direção: Edgar Castro
Assistente de direção: Daniela Rosa
Dramaturgista: Jé Oliveira
Orientação da pesquisa: Alexandre Mate
Direção Musical e Música Original: Rodrigo Mercadante
Preparação Corporal e Direção de Movimento: Verônica Santos
Preparação vocal: Raniere Guerra
Preparação dos atores: Antônio Salvador
Treinamento Palhaço: Esio Magalhães
Cenário e Luz: Wagner Antônio
Assistente de Cenário e Luz; Van Caires
Brincante Figurinista e Aderecista: Cleydson Catarina
Assistente de Figurinos e Adereços: Marcos Emanoel
Maquiagem: Guto Togniazzolo
Desenho de som: Miguel Caldas
Costureira: Euda Alves de Araújo
Artista gráfico: Murilo Thaveira
Fotos: Bob Sousa, Christiane Forcinito e André Murrer
Produção: Ana Flávia Rodrigues
Realização: Cia dos Inventivos e Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – XXII edição.
Os versos citados na cena Ilusionista pertencem à música “Dodói”, de Itamar Assumpção.
O texto em off é trecho de uma entrevista do escritor Juan Gelman, na voz de Edgar Castro
O poema “Se eu morresse amanhã”, presente na cena Crooner, é de Álvares de Azevedo.