terça-feira, 8 de maio de 2012

1º FÓRUM TRANSOCEÂNICO DE FESTIVAIS E TRABALHO ARTÍSTICO DE RUA – FTF ESPANHA

Dias 16 e 17 de maio, acontece em Tenerife Espanha com participação de Marcelo Palmares, ator do Grupo Pombas Urbanas e articulador do MTR SP - MOVIMENTO DE TEATRO DE RUA DE SÃO PAULO e da RBTR - REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA O 1º FÓRUM TRANSOCEÂNICO DE FESTIVAIS E TRABALHOS ARTÍSTICOS DE RUA – FTF acontecerá nos dias 16 e 17 de maio de 2012 na cidade de Tenerife – Espanha, durante o Festival Internacional de Arte de Rua MUECA, com palestras e mesas redondas com objetivo de criar um espaço reflexivo sobre a realidade que circunda os festivais, os trabalhos artísticos de rua e interpretar a relação que se produz com a sociedade. No dia 16, às 18h00, Marcelo Palmares ministrará uma palestra sobre o teatro de rua e experiências brasileiras de organização e realização de encontros e mostras teatro de rua. Marcelo é articulador do MTR – Movimento de Teatro de Rua de São Paulo e da RBTR – Rede Brasileira de Teatro de Rua, ator do grupo Pombas Urbanas, com sede no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. Organizado pela Prefeitura de “Puerto de La Cruz” (uma das cidades mais importantes da ilha Tenerife) e a Rede CLAP, em colaboração com IBERESCENA, o Festival MUECA e o Instituto de Estudos Hispânicos de Canárias, o Forum promoverá o encontro de pensadores, gestores culturais, criadores e diretores de espetáculos, responsáveis públicos, estudantes e artistas. Dirigido a pensadores, críticos, produtores, criadores, gestores culturais, gestores públicos e privados de espetáculos e estudantes, entre outros, este fórum acentua o caráter tricontinental de Canárias integrando a palestrantes de procedência e experiência nacionais e internacionais, com o fim de estabelecer laços de comunicação e inter-relação entre os diferentes promotores públicos e privados de festivais circenses e artísticos que tem a rua como palco; impulsionar mecanismos que facilitem a distribuição, circulação e promoção de espetáculos entre as diferentes convocações ibero-americanas deste gênero; criar um marco idôneo que permita acometer coproduções entre festivais e estabelecer as bases para a criação de um grande portal eletrônico em castelhano em que confluam redes e intercâmbios de informação entre os diferentes agentes que dinamizam as artes na rua. Os palestrantes deste primeiro encontro internacional de especialistas vão desde o galego Iván Prado e o saragoçano José Ramón Insa, aos canários Mario Vega e Antonio Lozano, passando por uma série de profissionais iberoamericanos de reconhecida capacidade: Marcelo Palmares (Brasil), Octavio Arbeláez (Colômbia), Roberto Mendiola (México), Luzia Osorio (Costa Rica) e Sebastián Gaetano (Argentina). Todos os conteúdos do Fórum FTF e do Festival anfitrião, MUECA, podem ser consultados na rede (www.clap-red.blogspot.com.br e www.festivalmueca.com), onde, se descreve toda a informação resumida, biográfica e curricular de seus participantes, bem como as referidas datas, horários, localizações, atividades, conferências, objetivos, contatos e inscrições. Sobre a Palestra: Será feita uma exposição do histórico do MTR-SP (MOVIMENTO DE TEATRO DE RUA DE SÃO PAULO) e da RBTR (REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA, além de seus desenvolvimentos organizacionais, ações políticas e artísticas, encontros presenciais e o funcionamento das redes virtuais em âmbito regional e nacional. Também serão expostos os enfrentamentos políticos, as dificuldades, as formas de resistência, os intercâmbios entre os grupos de teatro de rua, a ocupação dos espaços públicos e as formas de produção artística diante da diversidade territorial e a ausência de políticas públicas específicas para o teatro de rua. Sobre o MTR: Principais ações O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR/SP) nasceu em 2002 por intermédio da união de sete grupos na Ação Cultural Se Essa Rua Fosse Minha. Desde então, tem crescido significativamente o número de grupos interessados em debater temas pertinentes às especificidades do teatro de rua. De agosto a setembro de 2003, foi realizado o 1º Seminário de Teatro de Rua com a participação de 12 grupos. Esse Seminário consolidou o Movimento e resultou na I Overdose de Teatro de Rua, com a apresentação de 15 espetáculos teatrais. Mesmo sem patrocínio nem apoio do poder público ou da iniciativa privada, a ação marcou o início de um processo mobilizatório político e artístico. Em 2006, o Movimento realizou a III Overdose de Teatro de Rua e lançou uma CARTA ABERTA em 29 de maio, exigindo políticas públicas para o teatro de rua. Em setembro desse mesmo ano, o MTR/SP realizou a 1ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS, com recurso público da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e participou do II Fórum Artístico realizado pela Cooperativa Paulista de Teatro, no qual se discutiu política pública cultural, estética e a formação do artista que atua em espaços abertos. Em 2007, organizou a IV Overdose de Teatro de Rua (27 de março) e a 2ª MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS e participou na cidade de Salvador – BA com movimentos de outros estados, da criação da REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA, hoje presente em mais de vinte estados. Em 2008 realizou na cidade de São Paulo o IV Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), realizado duas vezes ao ano, com a presença de articuladores de 18 Estados: Acre, Amazonas, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, que discutiu técnicas e estéticas do teatro de rua e política pública cultural do País. Em 2009, no mês de abril, o MTR/SP publicou a Revista Arte e Resistência na Rua e produziu um vídeo documentário sobre a 3ª MOSTRA e sobre o IV Encontro da RBTR. Em julho de 2010 foi lançando a 2ª edição da Revista Arte e Resistência na Rua. O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo conta hoje com a participação de dezenas de fazedores e pensadores, presentes no Estado de São Paulo, capital, interior e litoral. Tem por objetivo, a formação de uma ação cultural que alcance indistintamente os cidadãos, de maneira a mobilizar a sociedade para novas formas e relações com o espaço público.

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