quarta-feira, 25 de maio de 2011

Cia. Livre realiza palestra, aulas e outras atividades gratuitas



Aulas, palestras, mostra de filmes, leituras dramáticas e ensaios abertos para o público dão start no processo de criação do novo espetáculo da Cia Livre, que tem pesquisa centrada no tema África Brasil / Mestiçagem. As atividades começaram dia 14 de março e continuam até junho. O espetáculo, uma releitura do mito de Édipo, realizada a partir do Estudo Público África-Brasil / Mestiçagem, tem estreia prevista para abril. Veja programação.

- AULAS PÚBLICAS
Segundas-feiras, das 14 às 17h.

Dias: 02 de maio, 09 de maio, 16 de maio, 23 de maio, 30 de maio, 06 de junho, 20 de junho e 27 de junho.
Curso de 4 meses (começou 14 de março) sobre o tema África-Brasil/Mestiçagem, nas áreas de historia, antropologia e artes. Conexões entre o tema e o mito de Édipo Rei.

Coordenação e aulas: Rodrigo Bonciani e Pedro Cesarino.

Professora convidada: Lilia Moritz Schwarcz.

Inscrições – estudo@cialivredeteatro.com.br

- EXPERIMENTOS CÊNICOS
Segundas-feiras, às 20h.


Dias: 28 de março, 11 de abril, 25 de abril, 09 de maio, 23 de maio, 06 de junho, 20 de junho e 27 de junho.
Elaboração cênica dos conteúdos levantados pelas aulas públicas. Ensaios gerais em processo aberto. As deglutições cênicas são criadas e realizadas pela Cia.Livre – Direção: Cibele Forjaz. Direção de arte: Simone Mina. Musica: Lincoln António e Beth Belli. Iluminação: Alessandra Domingues. Atores: Edgar Castro, Eduardo Gomes, Eduardinho Silva, Lucia Romano, Vanderlei Bernardino.

- LEITURAS DRAMÁTICAS
Concepção e realização Cia Livre.


A missão, Heiner Müller. Dia 2 de maio, às 20 horas.

Aruanda, de Joaquim Ribeiro. Dia 16 de maio, às 20 horas.

O Anjo Negro, Nelson Rodrigues. Dia 30 de maio, às 20 horas.

Os Negros, de Jean Genet. Dia 13 de junho, às 20 horas.


- FILMES


O Atlântico Negro: Na Rota dos Orixás, de Renato Barbieri. Dia 29 de abril, às 20h.

Pedra da Memória, de Renata Amaral. Dia 29 de abril, às 21h.

Cobra-Verde, Werner Herzog, Dia 13 de maio, às 20h.

Aruanda, de Linduarte Noronha e Barravento, de Glauber Rocha. Dia 27 de maio, às 20h.

Os Mestres Loucos (+ seleção de curtas), de Jean Rouch.Dia 10 de junho, às 20h.

Terra Deu, Terra Come, de Rodrigo Siqueira. Dia 24 de junho, às 20h.


- PALESTRAS

Arte Africana.

Lise Salum

Dia 06 de maio, às 20h.

Entre a inclusão e a exclusão. Novos projetos da república velha.

Lilia Moritz Schwarcz

Dia 20 de maio, às 20h.

O Complexo de Édipo e outras apropriações.

Miriam Chnaiderman

Dia 03 de junho, às 20h.

Édipo & Anti-Édipo.

Convidado a confirmar.

Dia 17 de junho, às 20h.

Intelectuais negros, modernidade negra e políticas de ação afirmativa.

António Sérgio Guimarães

Dia 01 de julho, às 20h.

SERVIÇO

ESTUDO PÚBLICO ÁFRICA-BRASIL MESTIÇAGEM COM A CIA LIVRE
Casa.Livre. R. Pirineus, 107 – Barra Funda (travessa da Av. São João / Próximo do metrô Marechal Deodoro). Telefone – 3257 6652 / 6430 9916.
Mais informações: www.cialivredeteatro.com.br / estudo@cialivredeteatro.com.br
Toda a programação é grátis.

sábado, 21 de maio de 2011

Jornal da Unesp: Redes colaborativas no teatro paulistano.

Os primeiros quatro anos e a contribuição da Unesp a uma proposta de política de Estado para o setor

Alexandre Mate

“Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas
trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso
negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus
é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e
disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os
cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim
de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento
é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos
desmascarar uma obviedade para descobrir
outras, mais óbvias ainda.”
“Sobre o óbvio”, in: Ensaios insólitos, de Darcy Ribeiro.

A história do teatro paulista ainda não foi escrita.
Trata-se de tarefa difícil, na medida em que, infelizmente, as ações e inquietações de tanta gente – que tem necessidade de participar de trocas simbólicas que jamais se esgotarão – não tiveram registro e guarda documental de suas experiências. Pela inexistência de registros, a totalidade das ações desenvolvidas por tantos sujeitos (normalmente artistas amadores) é desconhecida. Fundamentalmente nutrido por atávicos processos de exclusão,os representantes da cultura oficial e hegemônica, ao subtrair da história tantas experiências significativas, (re)constroem uma memória pelo alto, registrando apenas o que lhes interessa,e,ideologicamente,balizando tudo o mais de resto, de obra de qualidade duvidosa, pouco elaborada, fundamentada em estereótipos, datada etc. Como sabe a maioria, rótulos esquadrinham e não promovem embates e cotejos: trata-se de uma facilitação perversa e ideológica.
Dentre outros aspectos, lembra Bakhtin (1992) que todo símbolo reflete e refrata a realidade. Do mesmo modo, um rótulo caracteriza-se sempre em uma refração, que, exatamente por isso, reflete posicionamentos políticos e corolários ideológicos.
Pelo fato de conhecerem o quadro político, grupos de teatro e sujeitos extraordinários (Gianni Ratto, Umberto Magnani,Fernando Peixoto, César Vieira, Aimar Labaki, dentre tantos outros...), em fins da década de 1990, mobilizam-se para enfrentar o mercado e criam um processo de diálogo e de discussão, batizado de Arte Contra a Barbárie. Em 7 de maio de 1999, foi publicado o primeiro manifesto do grupo com o mesmo nome do movimento. A partir daquele momento – fruto de mobilização de parcela da categoria, a história, os modos de produção, a preocupação com a memória e com a documentação –, muito se transforma. A maior das conquistas do grupo foi a criação da Lei Municipal de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. De modo sucinto, a partir de 2002, selecionados por comissão mista (metade indicada pela Secretaria de Cultura e a outra metade pelo conjunto dos trabalhadores) e um presidente, 30 projetos teatrais (com proposição estética e contrapartida social pertinentes) seriam selecionados por ano, dividindo, então, R$ 6.000.000,00.
Com patrocínio garantido pelo Estado e, também, legitimidade pelo processo de escolha, os grupos selecionados (23 na primeira edição) – e na medida em que a Lei pressupunha continuidade – embrenharam-se na tarefa de construir suas obras e levantar experiências estéticas mais coletivas e significativas desenvolvidas na história. Se até então, de modo mais sistemático,o TUOV (Teatro Popular União e Olho Vivo) se caracterizava na cidade como único grupo a desenvolver um processo rigorosamente coletivo de trabalho – da construção do texto aos processos de debate com as comunidades após os espetáculos –, com a conquista do fomento muito mudou na cidade. Uma rede de criadores, com ações individuais e coletivas, com recuperação de experiências significativas, com a promoção de seminários, debates, oficinas, workshops; publicação de livros, tanto dramatúrgicos como da trajetória dos grupos, atos públicos e políticos...passaram a fazer parte da paisagem da cidade.
De múltiplos e importantes aspectos, ressurge, com força e qualidade estética significativas, o chamado texto colaborativo.
Múltiplas experiências, como aquelas do teatro de agitação e propaganda russo-soviético, passando pelo legado de Enrique Buenaventura e o Teatro Experimental de Cali, as criações coletivas de vários grupos de vanguarda, como aquelas do Living
Theatre... Enfim, com temas candentes aos procedimentos épicos,e a História em muitos casos como protagonista, e paridos a partir das mais diversas formas, autores importantes (como Luís Alberto de Abreu); grupos com mais de trinta anos de história(como o Engenho, o Oficina/Usyna Uzona e o já mencionado TUOV) e novos grupos, como Dolores Boca Aberta, Cia. Do Latão, Cia. Estável, Buraco d’Oráculo, Os Inventivos, Brava Cia., Cia. São Jorge de Variedades, II Trupe de Choque, Cia.Livre, Teatro da Vertigem, Teatro de Narradores... têm dividido todas as tarefas da criação teatral. Nessa perspectiva, ainda que o texto seja assinado por um “autor”, nos grupos citados,o resultado corresponde a um processo de escritura coletiva,cujos assuntos são experimentados improvisacionalmente pelo conjunto de atores e outros criadores, em permanente processo de intercâmbio, horizontalizando as relações de trabalho.
Apesar de os processos de agregação, em si mesmos, não representarem necessariamente qualidade, o trabalho coletivo na cidade de São Paulo tem transformado os conceitos de escritura teatral, potencializando singularidades de cada um no todo,expressando no todo a quebra da divisão reificante de trabalho.

Bibliografia
Bakhtin, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem.
São Paulo: Hucitec, 1992.
Costa, Iná Camargo; Carvalho, Dorberto. A luta dos grupos teatrais de São Paulo por políticas públicas para a cultura: os cinco primeiros anos da lei de fomento ao
teatro. São Paulo: Cooperativa Paulista de Teatro, 2008.
Vieira, César. Em busca de um teatro popular: os 40 anos do TUOV. 4.ª ed.Atualizada. Rio de Janeiro: Funarte,2006.

Alexandre Mate é professor do Instituto de Artes da Unesp

Ocupação e Resistência: Trupe Artemanha é ameaçada de perder espaço, recém ocupado para criação da Escola Popular de Teatro.

Desde o início do ano instalados no espaço Nathalia Rosemburg (espaço público concedido pela subprefeitura), o grupo, juntamente com a subprefeitura, procurava espaço que atendesse ás necessidades de estrutura de uma escola.

O espaço da rua Aroldo de Azevedo, 20, na mesma quadra do espaço Nathalia Rosemburg, foi prédio da subprefeitura durante muito tempo, depois serviu de sede para o Instituto Oca e mais pra frente Uboé. Depois do isso o local ficou abandona até que há cerca de um ano, quando a subprefeitura pegou fogo, serviu de abrigo para o CRAS/Campo Limpo, que pertence a Secretaria de Assistência Social, que se instalou no local por apenas 45 dias, se mudando para prédio próximo particular e deixando no espaço muitos equipamentos e patrimônios públicos já sem uso.

Neste curto tempo em que estiveram no local, o CRAS não realizou melhorias para o prédio que estava com problemas de esgoto, água, luz, cupim e até sofrendo saques e arrombamentos constantemente. O problema de água e luz foi resolvido através de um “gato” e sem nenhuma estrutura, já que as fiações estavam condenadas, correndo risco até de incêndio no local.

Há cerca de dois meses, quando soubemos da contemplação do Programa de Fomento ao teatro para a cidade de São Paulo, que viabiliza a criação da Escola, tivemos uma reunião com o subprefeito do Campo Limpo e o supervisor de Cultura, que alegaram não saber com quem estava as chaves do local e também não ter encontrado nenhum processo jurídico em andamento sobre cessão de uso prédio. Em reunião, acordamos que a Trupe faria no espaço, a Escola e iniciamos a parte legal de documentação para cessão de uso do espaço.

Como os trâmites burocráticos são lentos, mesmo sem a cessão oficial, trocamos as fechaduras e entramos no espaço para dar início aos reparos. O que encontramos foi um prédio completamente abandonado, sendo destruído por cupins, com o esgoto entupido causando enorme mau cheiro, focos de dengue e de bichos (ao lado da creche!), nenhuma estrutura de banheiros (todos arrebentados), com problemas de fiação, lixo e uma dívida de luz e água ainda da época da Uboé.

Há vinte dias, os dez integrantes da Trupe realizam os reparos de pintura, limpeza, higienização, organização do patrimônio abandonado em uma única sala, compra de equipamentos e de vasos sanitários, tintas, fios... toda preparação para colocar a escola em funcionamento.

Neste momento, o CRAS reivindica a posse do espaço, alegando invasão da trupe (que rompeu as fechaduras) e inclusive acusando os integrantes de furto do patrimônio público, devido ao sumiço de equipamentos como um microondas, que já não estavam no local quando a Trupe entrou, provavelmente por conta dos saques e arrombamentos ocorridos durante o abandono.

A subprefeitura apóia nossa permanência no local, mas está marcada reunião com representantes do CRAS, da trupe e da subprefeitura para semana que vem, quando as questões serão esclarecidas.

Importante salientar que por toda cidade de São Paulo, são inúmeros os prédios, casas, fábricas antigas, espaços públicos que estão completamente abandonados e sem uso e que poderiam servir para sedes de grupos, criação de centros culturais, projetos sociais... trabalhos de relevância para a comunidade e que trariam inúmeras transformações sociais, políticas e culturais, no local e nas proximidades.

Há já alguns grupos em diferentes regiões que realizam trabalhos incríveis com a comunidade, a partir do teatro e da arte, em espaços antes ociosos e que foram ocupados e a história é sempre a mesma. Assim que o trabalho se inicia, o espaço abandona vira motivo de disputa por diversos tipos de poderes, que até então não se mobilizavam para qualquer espécie de melhoria ou utilização da área.

Fiquemos atentos: de maneira geral, pode-se definir espaço público em um espaço central que dá realidade material e simbólica a cidade, ou seja, entendendo-o como um território específico dotado de suas próprias marcas e signos de delimitação e que é pensado como plural e condensador do vínculo entre a sociedade, o território e a política de forma democrática.

Também são espaços de livre acessibilidade, de uso comum dos cidadãos e de coesão da sociedade, apresentando como características o fato de ser geral (refere-se a cidade como uma totalidade), coletivo (para uso e desfrute de todos os habitantes), comum (pertence aos cidadãos e são regidos pelo direito público) e representam uma hierarquia no ordenamento urbano (corresponde a interesses superiores por representar o bem comum). Ainda, o espaço público constitui a cidade tanto em sua dimensão físico-espacial quanto sociocultural, sendo que os processos que ali se desenvolvem são capazes de dar sentido à vida pública dos cidadãos.

É dever e direito nosso intervir em situações em que o Espaço Público está sendo destruído e onde inúmeras possibilidades de trocas e de experiências riquíssimas: culturais, sociais, de lazer, que poderiam representar forte potencial transformador nas comunidades, são desperdiçadas e ignoradas.


Para mais informações sobre o trabalho da Trupe Artemanha e a Escola Popular de Teatro: www.escolacita.blogspot.com ou www.trupeartemanha.com.br

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nos dias 4 e 5 de junho Os inventivos apresenta o espetáculo Canteiro no Engenho Teatral.



Os Inventivos circula no mês de Junho pela Zona Leste da capital.Nos dias 4 e 5 de Junho estaremos no espaço do Engenho Teatral.Logo em seguida às 19hs acontece o espetáculo do Engenho "Pequenas histórias que à História não contam"

Dias 4 e 5 de Junho às 16hs
"Canteiro" Livremente inspirado em 'Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro.
Local: Metrô Carrão- Rua Monte serrat,230- Tel.(11)5514-6435/5890-0507.

Espetáculo"Pequenas histórias que a historia não contam" do Grupo Engenho Teatral.

O show da vida: na TV, na internet, nas capas de revista, o sucesso!
Que cada um escolha o seu sonho. Mas que vida e chances reais a sociedade oferece aos jovens de periferia hoje?
“pequenas histórias…” coloca no palco personagens, suas esperanças e (falta de) perspectivas, confrontando a impossibilidade do sucesso individual para a maioria e a impensável discussão de um projeto coletivo e solidário.
Não é, portanto, um espetáculo sobre pessoas excluídas da sociedade, e sim um espetáculo sobre uma sociedade que exclui pessoas.

Mais informações sobre o Engenho teatral: wwww.engenhoteatral.wordpress.com

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Corporeidade Poética: Transcendendo o Corpo Partindo da Ancestralidade Africana

Sons. Ritmos. Batuques. Poemas. Versos. Frases. Corpos. Corporeidades. Gestos. Ancestralidades. O contra-saber não é um saber contra, mas sim um saber que se constrói na contra mão daquilo que é considerado como norma. Refletir o poema, o som, o corpo e o gesto dentro da Pedagogia da Ancestralidade, é enxergar novas formas de se construir saberes e conhecimentos diversos. Aos interessados, a roupa, própria para o movimento, será fundamental nesse dia, assim como uma toalha. O conhecimento que visa ser de corpo inteiro é ato de convivência. É revolucionário porque se afirma no encontro poético com a sua e a minha natureza. Venha preparado para doar seu corpo e sua energia.

Palestrante

- Kiusam de Oliveira: Escritora, autora do livro Omo-Oba: Histórias de Princesas (Mazza Edições), recomendado pela FNLIJ/2010 e selecionado pelo PNBE/2010. Arte-educadora, bailarina e coreógrafa. Professora. Doutora em Educação e Mestre em Psicologia pela USP. Pedagoga especialista em Deficiência Mental e Orientação Educacional. Assessora na Secretaria de Cultura de Diadema/SP. Especialista nas temáticas de gênero, raça, identidades negras, corporeidade afrobrasileira, candomblé de ketu e educação. Diretora do Programa de Rádio Povinho de Ketu. Site: www.kiusam.com.br

Arte-Educadores (as) e Especialistas Convidados (as)

- José Geraldo Neres: Poeta, roteirista, dramaturgo e produtor cultural. Autor dos livros de poesia: Pássaros de Papel (Dulcinéia Catadora, 2007), Outros Silêncios, Prêmio ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo 2008, (Escrituras Editora, 2009). Seu livro Olhos de Barro recebeu menção especial na 3ª edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura (ficção - 2010). Blog: http://neres-outrossilencios.blogspot.com

- Edleuza Ferreira da Silva: Licenciada em Língua Portuguesa. Doutora em Educação. Monitora do Núcleo da Palavra do Laboratório Experimental de Arte-Educação & Cultura da Faculdade-Lab_Arte de Educação da USP e instrutora da Escola de Formação do Servidor da Prefeitura da Cidade de São Paulo. Especialista em orientação de leitura e redação para disléxicos e pessoas com déficit de atenção e estrangeiros. Revisora. E-mail: edleuzaferreira@terra.com.br

- Radi Oliveira: Pedagoga, arte-educadora, poetiza, produtora cultural, coordenadora de projetos culturais do Centro Educacional Unificado – CEU Alvarenga. E-mail: radi_oliveira@yahoo.com.br

Percussionistas

- Patrícia Vianna: Arte-educadora graduada em linguagens da arte e pós-graduada em arte-educação. Musicista especialista em percussão brasileira. E-mail: patibatuca@hotmail.com

- Ogan Robson: Ogan e percussionista do Grupo Omo-Ilú. Instrutor de capoeira. E-mail: Robson-barreto@ig.com.br

Mediador

- Oscar D´Ambrósio: Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo, Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP. E-mail: odambros@reitoria.unesp.br


Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 12 de maio de 2011 (quinta-feira) às 18h30

Local: CEDEM-Praça da Sé, 108 – auditório no 7º andar (metrô Sé)

(11) 3105 - 9903 - www.cedem.unesp.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Carta Capital - trecho da edição de Abril sobre o Teatro de rua.

Teatro de rua resiste nas grandes cidades

Geralmente sem contar com incentivos governamentais, vários grupos atuam em espaços públicos, debatem questões sociais e levam a arte para as comunidades.

Por Paula Salati

Pelos asfaltos, praças e parques das cidades brasileiras ocorre uma das mais antigas manifestações populares do mundo: o teatro de rua. Marcados por uma diversificada produção de dramaturgia e estética, um dos elementos que unifica a existência da maioria dos grupos de teatro de rua é a opção política que realizam no campo das artes. Ir para as ruas e para os espaços públicos e gratuitos não significa falta de alternativa e espaço nas grandes salas comerciais de espetáculos. Na verdade, é uma escolha de artistas que decidiram caminhar na contramão da mercantilização da arte e fazer da rua um espaço mais democrático.

Adailton Alves, ator do grupo Buraco D’Oráculo – coletivo teatral que há nove anos atua e vive em São Miguel Paulista, leste da cidade de São Paulo – considera que o teatro de rua é capaz de modificar o espaço da cidade. “Em uma sociedade capitalista, a rua serve para escoar mercadoria e mão de obra. E quando você se coloca nesse espaço, você desorganiza isso. De transeunte, a pessoa se torna assistente de uma obra teatral e, neste momento, há uma troca simbólica entre artista e público”, diz Adailton.

O ator conta que, em uma das apresentações do espetáculo Ser TÃO Ser, Narrativas de Outras Margens – peça do grupo que fala sobre a habitação nas periferias –, um morador de rua entrou em cena desesperado para socorrer a atriz Lú Coelho, que encenava a morte de uma mulher em um confronto policial, ocorrido em uma ocupação de moradia. O teatro de rua faz com que o indivíduo “passe a ser solicitado, ele não é rechaçado. Para as outras coisas da vida, ele precisa pedir licença e concessão”, declara Alexandre Mate, pesquisador de teatro e professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP).

Cultura Popular

Mais do que levar arte à população das cidades e das periferias, muitos grupos de teatro de rua constroem os seus textos e sua estética a partir de elementos da tradição popular e regional do local em que atuam. O grupo sergipano Imbuaça, por exemplo, desde a sua fundação, em 1977, tem como principal objeto de pesquisa a cultura popular. “No nosso repertório, sempre temos espetáculos cuja dramaturgia é inspirada nos folhetos de Cordel”, conta Lindolfo Amaral, um dos diretores do grupo que tem sede no bairro de Santo Antônio, em Aracaju.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sexta-Feira dia 06/05 tem "Canteiro" às 20hs no Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.

Fotos da apresentação feitas pelo Grupo Dolores.



Os Inventivos circula no mês de Maio pela Zona Leste da capital.Nesta sexta-feira estaremos no espaço do grupo Dolores.

Dia 06 de Maio às 20hs.
"Canteiro" Livremente inspirado em 'Viva o Povo Brasileiro" de João Ubaldo Ribeiro.
Local: Metrô Patriarca - Rua Frederico Brotero, 60 - Tel.113433-8083

Saiba mais sobre o Grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.

O Dolores configura-se como um grupo de trabalhadores que exerce, entre todos os percalços, o direito de expressar o mundo que lhe atravessa através da arte. Como trabalhadores, nos movimentamos enquanto classe e assumimos as consequências que esta posição política nos coloca.
A afirmação de trabalhadores que fazem arte tem total influência e consequência nas elaborações estéticas, tanto no tempo e na técnica do fazer quanto na leitura simbólica do mundo. Percebemos em nossa caminhada de 10 anos que este processo influi nas lutas e nas possibilidades de uma proposição social diferente desta em que contribuímos com a manutenção, abrindo brechas ou fissuras que inauguram porvires cotidianos junto com a reprodução. Esta contradição posta e assumida dá a chance de saltos de qualidade na construção do caminho da revolução social proposta pela classe trabalhadora. Somos companheiros de movimentos sociais, construímos e assumimos juntos a luta nas suas diversas dimensões.

Mais informações no blog: www.doloresbocaaberta.blogspot.com