sábado, 18 de dezembro de 2010

Manifestação Artística Pacífica

Manifestação Artística Pacífica pelo direito CONSTITUCIONAL de fazer arte nas ruas e de passar o chapéu, porque gorjeta não é comércio, é doação.
Dia 20 às 12h no MASP - Av. Paulista

Não deixe de comparecer. Vamos dizer qual a cidade que queremos para nós.

Artistas e cidadãos!

Como sabem, a prefeitura de São Paulo e a Polícia Militar iniciaram uma
entitulada "Operação Delegada", que visa retirar o comércio ambulante das calçadas da av. Paulista.

A questão é que estão retirando os artistas que pela Paulista atuam, alegando que estes artistas de rua são também comerciantes ilegais.

Esta proibição aos artistas é inconstitucional!!!


*"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;"*Extraído da Constituição brasileira de 1988.

Chamamos a todos para uma Manifestação Pacífica na av. Paulista no

dia 20 de dezembro, das 12h ás 14h.

Ações

Cortejo saindo do Masp(1), seguindo até a esquina com a rua Augusta(2), atravessando a avenida e voltando pela calçada do Conjunto Nacional(3) até a altura da Gazeta(4), atravessando novamente a avenida e seguindo pela calçada de volta ao Masp(5).
Durante o cortejo, alguns artistas coletarão assinaturas da população em apoio á causa dos artistas na rua e distribuirão panfletos com os dizeres: Eu apoio os artistas na rua!
O cortejo finaliza com a leitura de uma carta manifesto pró artistas na rua.Todo o percurso será feito pelas calçadas sem intervir no fluxo de trânsito local de automóveis.



É fundamental que haja um quórum considerável pra que a manifestação tenha força.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Exposição I Mostra Mangue Cultural‏



Nós da Cia dos Inventivos tivemos a honra de participar desta já importante Mostra Cultural da cidade de São Paulo.

sábado, 11 de dezembro de 2010

2º Encontro dos "Escambos Estéticos"

Concebido e coordenado pela Cia dos Inventivos, esse encontro faz parte do projeto “Viva o povo brasileiro”, realizado através do Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo e parceria com o Instituto de Artes da UNESP com orientação de pesquisa do Mario Bolognesi, tem como intuito fomentar cada vez mais a prática e a reflexão sobre o Teatro de Rua, modalidade cujas especificidades são bem peculiares e merecem atenção diferenciada da produção teatral habitual, voltada majoritariamente aos espaços fechados.

Com a proposta de promover quatro encontros trimestrais, o primeiro dos escambos aconteceu dia 30 de setembro, e trazia como tema a “Apropriação do Rural no/pelo Urbano”. Para compor a mesa do debate, contamos com Alberto Ikeda, Marianna Monteiro e Ednaldo Freire, e mediação de Alexandre Mate. No dia 09 de dezembro acontecerá o segundo encontro, e o tema abordado será “Bandido é quem anda em bando”. Além do interesse do tema, participam do encontro nomes conhecidos do cenário teatral, como Chico Alambert, Alexandre Mate e Iná Camargo. A mediação será de Edgar Castro.

A ideia de realizar esses encontros surgiu na 4ª. edição da Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, quando a Cia dos Inventivos teve contato com o Movimento Escambo Popular, movimento de irradiação cultural que reúne grupos de teatro de rua, poetas e artistas populares de diversos estados do nordeste, e que dividem suas experiências artísticas, culturais, políticas e comunitárias. Os temas que nortearão os debates do primeiro ano de “Escambos Estéticos” serão acerca da pesquisa sobre a identidade do povo brasileiro, as manifestações populares, o popular e o urbano, as experiências artísticas concretas e o treinamento artístico. Para cada mesa, serão convidados um mediador da UNESP e três debatedores. O evento tem entrada gratuita.

Abaixo, saiba mais sobre alguns dos participantes do Escambos Estéticos - “Bandido é quem anda em bando”.

ALEXANDRE MATE
Alexandre nasceu em São Paulo e realizou seu mestrado em Teatro pelo Departamento de Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo. Atualmente é doutorando em História, USP, sob orientação da Profa. Dra. Maria Aparecida de Aquino. Também é professor de História do Teatro e outras disciplinas, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo desde 1997. Leciona História do Teatro Brasileiro no Teatro-Escola Célia Helena, desde 1993 e na Escola Livre de Teatro de Santo André, desde 2004.

INA CAMARGO COSTA
Iná possui graduação em Bacharel Filosofia pela Universidade de São Paulo (1979), mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1988) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é PROFESSOR ASSISTENTE DOUTOR da Universidade de São Paulo. Atuando principalmente nos seguintes temas: teatro épico, dramartugia nacional.

FRANCISCO ALAMBERT
Francisco possui Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1998), Mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (1991) e graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987).

Agradecemos a presença dos Grupos de teatro de rua.

Núcleo Pavanelli - zona norte
Buraco D' Oráculo - zona leste
Trupe Olho da Rua - Santos/SP
Trupe Arruacirco - zona leste
Tia -Canoas/RS

e aos interessados pelo tema presentes.








domingo, 5 de dezembro de 2010

Relato do VIII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua

Estivemos reunidos em Campo Grande ,Mato Grosso do Sul ,nos dias 24-28 de novembro. As apresentações e rodas de conversas foram realizadas nas sedes dos grupos locais ,Circo do Mato ,Flor e Espinho e FESMAT(Federação Sulmatogrossense de Teatro),Praça Ari Coelho,Calçadão da Barão de Rio Branco e Arena do Horto Florestal .

O encontro foi harmônico e produtivo onde ocorreu um belo cortejo de abertura, Mostra de Teatro de Rua da Rede Brasileira de Teatro de Rua,roda de conversa e lançamento do livro “Teatro de Rua no Brasil”-(Licko Turle e Jussara Trindade) assim como a participação da atriz e diretora de teatro de rua Teresa Meyer representando o Paraguai e de cinco municípios de Mato grosso do Sul .

Após a apresentação e relatos dos articuladores e suas respectivas localidades,lemos as propostas de pautas que foram colocadas na rede e construímos coletivamente a pauta onde foram discutidos e encaminhados os seguintes temas :

Diferença entre sede pública de um grupo e sede pública na rua,restrição a utilização dos espaços públicos,conhecimento do planos diretor e lei orgânica dos municípios,avaliação do Pro-cultura ,avaliação de governo e suas ações em relação aos combinados,burocracia do SINCOV ,fundo setorial ,o não cumprimento dos editais e prazos por parte da FUNARTE/MINC ,participação dos articuladores da RBTR nos conselhos e colegiados setoriais,autonomia da rede e local do próximo encontro .

Foram produzidas uma carta de repudio ao atraso do MINC, uma carta do encontro e um oficio para o Ministério das Cidades solicitando a requalificação de espaços públicos como equipamentos culturais via PAC, existe também um relatório sobre as discussões diárias . O relato dos encontros esta com o Luciano, a carta e o oficio estão com a Aicha dos Inventivos, além do estabelecimento de gts de trabalho para prepararem algumas metas tiradas para o próximo encontro .

A partir dos exaustivos debates encaminhamos os seguintes GTs e seus respectivos integrantes que terão de construir documentos a serem discutidos na rede virtual e serem apresentados no próximo encontro:


GT-Espaços Públicos

Aisha-Inventivos SP

Rita-Vivarte-AC

Luiz paulo-Rosa dos Ventos-SP

Cleitom-Artimanha-SP

Romualdo-Tropa do Balacobaco-PE

Natália –Parlenda –SP

Fernando-maracangalha-MS


GT -Desburocratização e SINCOV

Luciano –Artimanha-SP

Alexandra-MS

Juliano-Vivarte-AC

Daniela-Vivarte-AC

Guto-RS


GT-Programa Lei de Fomento

Luciano-artimanha-SP

Humberto-Quem tem boca ....-PB

Kuka-Gueto poético-BA

Grasi-Lavrado-RR

Thiago-Pindaíba-MG

Pavanelli-Núcleo Pavanelli-SP

Marcos-Inventivos-SP

Nathalia-Parlendas –SP

Consideramos a realização desse encontro em Campo Grande um marco na história do teatro sulmatogrossense sobretudo para o teatro de rua ,que numa experiência inédita ,um coletivo de cinco grupo vivenciaram ,em processo de construção coletiva do encontro a afirmação da diversidade como possibilidade de resistência e perspectivas futuras .


A presença da RBTR em Campo Grande nos deixa com saudades do futuro .

Viva o Teatro de Rua !Viva a Rede Brasileira de Teatro de Rua!

EvoÉ!

Teatro imaginário Maracangalha

Circo do Mato

Flor e Espinho-Teatro

Teatral Grupo de Risco

Mercado Cênico

Campo Grande 2 de dezembro de 2010.

Carta de Campo Grande/MS

REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA

Carta de Campo Grande/MS

28 de Novembro de 2010

A Rede Brasileira de Teatro de Rua - RBTR, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os grupos de teatro, artistas-trabalhadores, pesquisadores e pensadores envolvidos com o fazer artístico da rua, pertencentes a RBTR podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais reflexões e pensamentos, com encontros, movimentos e ações em suas localidades.

O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma presencial e virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus articuladores farão, ao menos, dois encontros anuais de forma rotativa de maneira a contemplar todas as regiões brasileiras, valorizando as necessidades mais urgentes dentro do país. Os articuladores de todos os Estados, bem como os coletivos regionais, deverão se organizar para garantir a participação dos encontros, além da continuidade dos trabalhos iniciados nos Grupos de Trabalhos (GT´s) criados no Oito Encontro, a saber: 1) Táticas de utilização dos espaços públicos; 2) Criação da Lei Programa de Fomento ao Teatro de Rua do Brasil; 3) Desburocratização e Prestação de Contas dos editais.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua reunida em Campo Grande- MS, de 24 a 28 de novembro de 2010, em seu 8º Encontro reafirma sua missão de:

· Contribuir para o desenvolvimento do fazer teatral de rua no Brasil e na América Latina, possibilitando as trocas de experiências artísticas e políticas entre os articuladores da rede;

· Criar a lei federal que instituirá o Programa de Fomento ao Teatro de Rua do Brasil e lutar por outras políticas públicas culturais com investimento direto do Estado por meio de fundos públicos de cultura, garantindo assim o direito à produção e ao acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros;

· Lutar por uma regulamentação do uso dos espaços públicos abertos, nas esferas municipais, que garanta o livre acesso à prática artística, considerando as especificidades dos diversos segmentos das artes cênicas e respeitando o artigo 5° da constituição brasileira*.

· Reafirmar a necessidade por um mundo socialmente justo e igualitário que respeite as diversidades regionais.

Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

· Ampliar o recurso do FIC (Fundo de Investimento Cultural do estado do Mato Grosso do Sul), que é o mais baixo do país, para 1,5% garantindo uma porcentagem específica para o teatro de rua.

· A criação da Lei que instituirá o Programa de Fomento ao Teatro de Rua do Brasil que contempla: produção, circulação, formação, trabalho continuado, registro e memória, manutenção, pesquisa, intercâmbio, vivência, mostras e encontros de teatro de rua, levando em consideração as especificidades de cada região (ex: custo amazônico); A verba para o Programa virá por meio do financiamento direto do Estado e recursos do pré-sal, através dos Fundos Setoriais já constituídos, constando como item orçamentário da União;

· Debater e criar junto ao poder público, marcos legais nacionais para plena utilização dos espaços públicos abertos, extinguindo todas e quaisquer cobranças de taxas, bem como a excessiva burocracia para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim, o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;

· Quanto aos prédios passíveis de serem considerados de utilidade pública e que não cumprem sua função social, construir, adequar, equipar para atividades teatrais como: espaços para ensaio, atividades formativas, para sedes de grupos que desenvolvam ações continuadas, para apresentações e atividades afins.

· Impedir a comercialização ou uso do espaço público por eventos de grande porte que impeçam a atividade dos outros trabalhadores da rua, visto que a rua é um espaço democrático, livre e de todos os cidadãos. A adequação técnica e arquitetônica destes espaços como equipamentos culturais (sedes públicas), para atividades artísticas, levando em conta as especificidades dos diversos segmentos das artes cênicas.

· Que os editais federais sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas, liberadas sem atrasos, respeitando os prazos estipulados pelo edital e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados pela comissão.

· Que os editais sejam estruturados e divididos, pensando as realidades de cada Estado, como foi realizado até 2007, e que sejam criadas comissões igualmente regionalizadas e indicadas pelos movimentos artísticos organizados de cada região, bem como a criação de mecanismos de acompanhamento e assessoramento dos artistas-trabalhadores e grupos fazedores das artes cênicas da rua;

· A representação do teatro de rua nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias Municipal, Estadual e Federal;

· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03 (atual PEC 147), que vincula para a cultura, o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;

· Reformulação da lei 8.666/93 das licitações, convênios e contratos, com a criação de um capítulo específico para as atividades artísticas e culturais, que contemple nas alterações, a extinção de todas e quaisquer formas de contrapartida, considerando que o trabalho artístico de rua já cumpre função social.

· A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do Estado, por meios de programas e editais em formas de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;

· Exigimos o apoio financeiro contínuo do MINC/Funarte aos Encontros Nacionais e Internacionais de Teatro de Rua, tendo como foco a América Latina, no valor equivalente ao montante que é repassado àqueles realizados pela Associação dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil e que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;

· A imediata contratação de um convênio, com MINC e FUNARTE, para o ano de 2011, para realização do IX e do X Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua.

· Que seja incluído dentro das Universidades, instituições de ensino e escolas técnicas, matérias referentes ao estudo do Teatro de Rua, da Cultura Popular Brasileira e do teatro da América Latina.

· A valorização e financiamento das publicações e estudos de materiais específicos sobre teatro de rua e manifestações da cultura popular e sua distribuição, respeitando sua forma de saber enquanto registro.

· Que o MINC realize uma reforma na diretoria de Artes Cênicas da FUNARTE, transformando as atuais coordenações em diretorias setoriais de Teatro, Circo e Dança.

· Inclusão dos programas setoriais nos mecanismos do Procultura;

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, instituímos o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclamamos os artistas- trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

Reunidos nestes cinco dias, ficou decidida a localidade do próximo encontro, que será sediado na cidade de Arco Verde, no Estado de Pernambuco, na região nordeste, no mês de maio de 2011.

“A poesia não compra sapato, mas como andar sem poesia”

Emmanuel Marinho – poeta sul matogrossense

28 de novembro de 2010

Campo Grande- MS
Rede Brasileira de Teatro de Rua

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cia do Inventivos participa do VIII Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua em Campo Grande-MS


Campo Grande sediará de 24 a 28 de novembro o VIII Encontro da Rede Brasileira de teatro de Rua, com discussões, debates, reflexões e espetáculos regionais e nacionais com presença de artistas de todo o país.


A Rede Brasileira de Teatro de Rua é formada por movimentos de teatro de todo Brasil, artistas independentes e militantes da cultura que somam não só na quantidade, mas na qualidade dos debates e propostas que visam o fortalecimento e o crescimento de uma rede horizontal e democrática. É importante destacar o conceito de articulador que vem sendo utilizado pelos participantes da Rede e amplamente debatido nos últimos sete Encontros Nacionais. Todos são articuladores e podem se colocar onde considerem necessário e prudente, de forma ética e responsável, levando sempre em conta as decisões e princípios tirados pelo coletivo. Vários foram os motivos que mobilizaram até se chegar a esse consenso e, um deles, é o de que em um Brasil imenso, com diferentes realidades, em um coletivo formado por tantos pensamentos, nenhum deles deve representar o todo. Cada parte desse todo tem a sua visão, a sua particularidade que está ligada pela idéia central que é o Teatro de Rua. O que a princípio pode sugerir falta de organização e superficialidade é o que confere à Rede princípios de horizontalidade, democracia e respeito às diferenças, onde as decisões tendem a ser consensuais e presenciais, apesar da grande atividade no fórum virtual.


Na retrospectiva dos Encontros temos:
I e II Encontros em Salvador na Bahia, 2007 e 2008. III Encontro em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, 2008. IV Encontro em São Paulo, SP, 2008 – Mostra Lino Rojas. V Encontro na Aldeia de Arcozelo, em Paty do Alferes, RJ, 2009. VI Encontro em Rio Branco, no Acre, 2009. E, VII Encontro Nacional no Rio Grande do Sul em 2010.

A cada encontro, mais estados tem participado presencialmente dos encontros e a principal meta do VIII Encontro é trazer articuladores de todos os 27 Estados do País mais o Distrito Federal.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua no Mato Grosso do Sul é composta por 05 Grupos, sendo eles; Mercado Cênico, Imaginario Maracangalha, Circo do Mato, Flor e Espinho e Teatral Grupo de Risco, grupos que coletivamente estão realizando este encontro inédito na região Centro-Oeste do Brasil.
A realização do VIII Encontro da RBTR e da Mostra de Teatro de Rua da Rede Brasileira de Teatro de Rua será um marco importante para a cena cultural de Mato Grosso do Sul e da Região Centro-Oeste, reunindo muitos dos mais expressivos artistas e Grupos fazedores de Teatro de Rua do Brasil, contribuindo para a troca de experiências entre estes artistas, para a continuidade de construção do painel das Artes de Rua do País, e contemplando a comunidade que sediará o evento com a qualidade e diversidade de uma mostra gratuita de atividades teatrais aberta ao público.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"Tambor em cena" por Rômulo Albuquerque integrante da Cia dos Inventivos

Tambor em cena é um laboratório de música e construção de instrumentos musicais, focado nos ritmos e Tambores das manifestações populares do Brasil. A investigação sonora será feita através do aprendizado de ritmos tradicionais, criação de cenas musicais que se utilizem do ritmo aprendido e confecção de instrumentos musicais, feitos com material alternativo, que dialogue com o cenário da cena.Esses objetos serão explorados musicalmente, onde iremos experimentar técnicas de se tocar: com as mãos, baquetas tradicionais, ou baquetas especiais feitas para se tirar o som do objeto. Após esse processo, pesquisaremos objetos que servirão de caixa acústica para fabricarmos alguns tambores, usando técnicas tradicionais de fabricação de instrumentos.





segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lei de Fomento ao Teatro

VI Mostra de Teatro de SMP - Buraco d´Oráculo‏

Prefeitura expulsa artistas de rua da av. Paulista; para jurista, proibição é "ato nazista"

Prefeitura expulsa artistas de rua da av. Paulista; para jurista, proibição é "ato nazista"
Diego Salmen
Do UOL Notícias
Em São Paulo


Você concorda com a proibição de artistas de rua da Avenida Paulista?
Avenida mais famosa da cidade de São Paulo, a Paulista é conhecida por ser o centro financeiro da capital, e também por ser um tradicional reduto de artistas de rua. Esse cenário, porém, vem mudando. Enquanto os prédios de empresas e bancos permanecem na paisagem, a classe artística vem minguando no local com a chegada da Operação Delegada, iniciada em dezembro do ano passado pela Polícia Militar, após a assinatura de um convênio com a prefeitura paulistana e o governo do Estado.

Estátuas vivas, palhaços, saxofonistas, guitarristas e malabaristas: todos eles agora estão sujeitos à ação policial, cujo objetivo principal é coibir e enquadrar o comércio ambulante ilegal nas principais vias do município. Para o jurista Luiz Flávio Gomes, a ação é um "ato nazista". "A atividade deles é lícita. Expressão artística você pode fazer quando quiser. Eles serem proibidos é uma ilegalidade, um abuso patente", diz. "Se houver prisão então é crime: abuso de autoridade", afirma.

O UOL Notícias caminhou pela avenida durante uma hora na última sexta-feira (19), e não encontrou nenhum dos artistas de rua no trecho mais movimentado da via, entre as estações Consolação e Brigadeiro do metrô.

A prefeitura alega que, ao cobrarem por suas performances, os artistas exercem atividade comercial e, portanto, precisam de autorização específica para trabalhar. "Não tem autorização, não fica", disse um policial ouvido pela reportagem.

Gomes afirma que a atividade não é comercial. "É uma atividade que gera remuneração livre das pessoas que decidem se vão doar ou não", argumenta. "É uma mera doação, e doação para serviço não é atividade comercial."

Para reforçar a Operação Delegada, a polícia conta com a ajuda de policiais de folga. Se o PM interessado for praça, recebe R$ 12,33 por hora trabalhada na operação; se for oficial, a remuneração extra é de R$ 16,45 por hora. Antes, apenas guardas civis metropolitanos podiam realizar esse tipo de fiscalização.

Proibição do skate
Em 1988, o então prefeito Jânio Quadros proibiu, por decreto, a prática do skate no Parque do Ibirapuera. Depois de alguns meses, a medida foi revogada e hoje o esporte é um dos mais praticados no país. Neste ano, uma proposta do vereador Adolfo Quintas (PSDB) para proibir skates em calçadas também chegou a ser debatida na Câmara Municipal

População critica
Cidadãos ouvidos pelo UOL Notícias criticaram a medida. "Deixa os caras trabalharem, eles animam a cidade", disse o segurança Rogério Alexandre.

"A arte sempre tem que ter lugar, misturada com a cidade", afirmou o publicitário Lucas Lamenha. "É um jeito do povo ganhar a vida", concordou Stephanie de Souza, analista de atendimento.

"Isso só prejudica os caras, eles querem trabalhar", afirmou o gari Edson da Silva. "Não tem do que reclamar dos artistas. Eles não atrapalham ninguém e, na verdade, estão trabalhando", disse o Jerônimo dos Reis, jornaleiro de uma banca em frente ao Parque Trianon. "Não tem nada a ver. Isso aqui é a av. Paulista, tem que deixar eles trabalharem", finalizou a comerciante Julia Delácio.

Proibições na capital
Durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), diversas restrições e proibições começaram a vigorar nas ruas da capital paulista. Entre elas a proposta de retirada de bancas de jornal no centro e os gritos em feiras livres. No trânsito, foi proibida a circulação de caminhões na marginal Tietê e o tráfego de motos na avenida 23 de Maio.

No que diz respeito à proibição de artistas de rua, a medida não é nova. Em julho de 2006, a Prefeitura de Florianópolis (SC) proibiu malabaristas de trabalharam nos semáforos da cidade, sob o argumento de que eles "perturbam a ordem pública" e "causam transtorno". "Sinaleira não é lugar de entretenimento, e sim de atenção", afirmou à época José Carlos Ferreira Rauen, secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

APOIO DA SECRETARIA DE CULTURA ESTADUAL - SP E NACIONAL DO PT AOS FOMENTOS

O governo do Prefeito Gilberto Kassab publicou em 22 de fevereiro de 2010 o decreto Municipal nº 51.300, com o objetivo de regulamentar as leis municipais de fomento ao Teatro e à Dança.

Desde a sua publicação o decreto municipal mereceu repúdio do movimento cultural organizado da cidade de São Paulo, responsáveis maiores pela existência das leis de fomento.

No bojo dessa regulamentação o governo introduz diversas modificações nocivas e contraditórias em relação ao espírito da lei, tais como:

Altera o mecanismo de repasse de recursos que deixa de operar como prêmio e passa a operar na forma de convênio, implicando em maior complexidade no trato com a burocracia que resultará na exclusão de proponentes de projetos menos estruturados;
Cria a possibilidade de a própria Secretaria Municipal de Cultura apresentar projetos e concorrer aos recursos, o que é um absurdo em si, impondo aos produtores culturais uma concorrência desigual que fere o espírito da lei, criada exatamente para incentivar as manifestações culturais oriundas da sociedade;
Delega ao secretário e aos seus subordinados diretos as competências exclusivas para autorizar a realização de editais, formalizar ajustes e alterações, em suma, centraliza toda tomada de decisão no poder executivo desconsiderando a existência do Conselho Municipal de Cultura, da Conferência Municipal de Cultura e desconsiderando ainda a história do movimento cultural paulistano que tanto se mobilizou para criar as leis que agora o governo municipal tenta desfigurar;
Exclui do alcance das normas o incentivo oriundo da isenção fiscal e os convênios estabelecidos com as OSCIPs, precarizando ainda mais o tratamento dispensado aos grupos culturais, gerando um benéfico indireto aos produtores e instituições mais bem estruturados que têm maior acesso aos patrocínios,


A Secretaria Nacional de Cultura do PT e a Secretaria Estadual de Cultura do PT-SP vêm, por meio desta, manifestar seu inteiro repúdio ao decreto nº 51.300 e sua total solidariedade ao movimento cultural paulistano.

Entendemos que esse decreto significa um retrocesso para a gestão pública da cultura no Brasil, uma vez que busca dificultar e burocratizar a relação entre estado e produção cultural, na contramão do esforço empreendido pelo conjunto dos gestores de políticas públicas de cultura que atuam em todo o país.

O decreto fere o princípio constitucional da Legalidade, pois desconsidera que apenas a Lei pode introduzir inovações primárias, criando novos direitos e novos deveres na ordem jurídica.

Esse decreto demonstra claramente o espírito autoritário que rege os governos do PSDB e do DEM na capital e no estado de São Paulo, refletindo seu isolamento em relação aos movimentos organizados da sociedade civil, a falta de participação social e o profundo desrespeito do governo municipal de São Paulo pelas conquistas históricas do movimento cultural paulista.

O Partido dos Trabalhadores conclama todos os seus militantes a repudiar esse decreto e seus efeitos, colocando-se ao lado dos produtores cultuais paulistanos nessa luta pela preservação de um direito conquistado com a luta de milhares de artistas ao longo dos anos.

Todo apoio à Lei de Fomento ao Teatro e à Lei de Fomento à Dança de São Paulo.


Daniel Brazil
www.danbrazil.wordpress.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

5ª Mostra de Teatro de Rua LINO ROJAS



De 05 a 14 de Novembro de 2010, apresentações gratuitas de 22 grupos de teatro de rua de todo o Brasil.

PROGRAMAÇÃO

05/11 – SEXTA - FEIRA
20h – Cerimônia de Abertura e Homenagem ao MTP/PE
Local: Teatro Studio 184 (Praça Roosevelt, 184 – Consolação)
Fundado em Fevereiro de 1997 por Dulce Muniz, Dema de Francisco e Roberto Áscar, o teatro e sede do Núcleo do 184 é um importante espaço de criação e resistência cultural na cidade de São Paulo.
Informações: (11) 3259-6940 nucleodo184@yahoo.com.br

HAVERÁ DEBATE APÓS CADA APRESENTAÇÃO


CENTRO

06/11 – SÁBADO
13:30h - Concentração
14h – Cortejo de Abertura
Local de saída: Praça do Patriarca - Centro
Encerramento do cortejo: Rua Teodoro Baima – Consolação

15h – Cia. Baitaclã (São Paulo – SP)
Espetáculo: Anuário imaginário
Local da Apresentação: Rua Teodoro Baima – Consolação


ZONA LESTE

06/11 - SÁBADO
20h – Cia Estável de Teatro (São Paulo – SP)
Espetáculo: Homem, cavalo e sociedade anônima
Local da Apresentação: Arsenal da Esperança (Rua Doutor Almeida Lima, 900 – Brás)
Apoio Local: Cia. Estável de Teatro
Informações: (11) 8121-0870


ZONA NORTE

07/11 - DOMINGO
11h – Esquadrão da Vida (Brasília – DF)
Espetáculo: O filhote do filhote de elefante
Local da Apresentação: Praça Carlos Kozeritz.– Jd. Julieta)
Apoio Local: Núcleo Pavanelli, CICAS e Sinfonia de Cães


ZONA LESTE

07/11 – DOMINGO
16h – Grupo de Teatro Popular Vem Cá Vem Vê (MTP/PE)
Espetáculo : Quem ensinou o diabo a amassar o pão?
17h – Poesis – Grupo Cultural do Alto José do Pinho (MTP/PE)
Espetáculo: Diásporas – uma dispersão da(s) humanidade(s)
Local das Apresentações: Praça do Casarão (ao lado da estação de trem Vila Mara/Jd. Helena
Apoio Local: Buraco d`Oráculo
Informações: (11) 8188-3670 / 8152-4483


PRAÇA DO PATRIARCA - CENTRO

08/11 – SEGUNDA - FEIRA
12h – Oigalê CAT (Porto Alegre – RS)
Espetáculo: O Negrinho do Pastoreio
15h – IVO 60 (São Paulo – SP)
Espetáculo: Sombras da Luz
18h – Arte da Comédia (Curitiba – PR)
Espetáculo: Aconteceu no Brasil enquanto o ônibus não vem

09/11 – TERÇA - FEIRA
12h – Barracão Teatro (Campinas – SP)
Espetáculo: Circo do só eu
15h – La Cascata Cia Cômica (São José dos Campos – SP)
Espetáculo: O comecim das coisas
18h - TEAMU & COMPANHIA (MTP/PE)
Espetáculo: Êta vida

10/11 – QUARTA - FEIRA
12h – La Mínima (São Paulo – SP)
Espetáculo: Reprise
15h – Companhia do Feijão (São Paulo – SP)
Espetáculo: Reis de fumaça
18h – Circo Teatro Rosa dos Ventos (Presidente Prudente – SP)
Espetáculo: A farsa do advogado Pathelin

11/11 – QUINTA – FEIRA
12h – Trupe Olho da Rua (Santos – SP)
Espetáculo: Terra Papagalli
18h – Brava Companhia (São Paulo – SP)
Espetáculo: Este lado para cima – isto não é um espetáculo

12/11 – SEXTA - FEIRA
12h – Cia Forrobodó de Teatro e Cultura Popular (São José do Rio Preto – SP)
Espetáculo: O pavão misterioso
18h – In Bust - Teatro Com Bonecos (Belém – PA)
Espetáculo: Fio de pão – a lenda da Cobra Norato


ZONA SUL

13/11 - SÁBADO
12h – Mamulengo da Folia (São Paulo – SP)
Espetáculo: A festa da Rosinha Boca Mole
Local da Apresentção: Sacolão das Artes – Av. Cândido José Xavier, 577 – Pq. Santo Antônio
Apoio Local: Brava Companhia
Informações: (11) 5819-2564 e 5511-6561
16h – Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo (São Paulo – SP)
Espetáculo: O básico do circo
Apoio Local: Trupe Artemanha
Local da apresentação: Praça do Campo Limpo – Campo Limpo
Informações: (11) 5844-4116


ZONA LESTE

14/11 - DOMINGO
12h – Cortejo de Encerramento - O cortejo circulará por algumas ruas do bairro, retornando ao local de onde partiu.
Local de Saída: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, 2100 – Cidade Tiradentes
13h – Grupo IFÁ-RHADHÁ de Art’Negra (MTP/PE)
Espetáculo: Mercadores de liberdade
14h – Grupo Arteiros (MTP/PE)
Espetáculo: A herança de nós todos
Local das apresentações: Praça 65 próximo ao Terminal Velho - Centro Cultural Arte em Construção.
Informações: (11) 2282-3801- 2285-5699
pombas.urbanas@terra.com.br

Sobre a Mostra

A Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, já faz parte do calendário cultural de São Paulo. Ela nasce do desejo do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, levar ao conhecimento público os grupos que pesquisam e trabalham com esta linguagem e oferecer uma programação gratuita, diversificada e de qualidade, de maneira a contribuir com a difusão e a valorização do fazer teatral em espaços públicos abertos.

Os seminários e encontros que ocorrem durante a Mostra têm como principal objetivo unir os fazedores de teatro de rua, principalmente aqueles ligados às manifestações da arte popular. Neste processo de união e discussão, os grupos participantes reforçam suas identidades, seus elos profissionais, priorizando, sobretudo, temas concernentes à prática do teatro de rua e de seus aspectos: histórico, social, técnico, estético, organizacional, bem como sobre seus modos de produção e posicionamento quanto às políticas públicas de cultura.

Sobre o MTR/SP

O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo - MTR/SP, desde sua criação, em 2002, agrega diferentes grupos e companhias de teatro de rua, pensadores e afins, visando a construção de políticas públicas permanentes que garantam a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua na cidade, se espalhando pelo interior do estado e litoral.
O Movimento propõe ações que possibilitem reflexões sobre o teatro de rua em âmbito nacional, assim como sua relação com as cidades. Os integrantes do MTR/SP defendem a valorização do espaço público aberto como local de criação, expressão e encontro, compreendendo assim que este espaço torna-se ambiente propício ao exercício da cidadania plena.

Atribuir novos significados aos espaços públicos e à vida social é uma necessidade do homem, sobretudo do homem urbano. A arte feita nas ruas, e aqui o teatro de rua, é uma das maneiras de tornar isso possível. Quando se retira, ainda que por um lapso de tempo, o cidadão de sua correria, permitindo-lhe fruir, rir, sonhar e ser crítico, permitindo assim que a arte seja parte significativa de sua vida. Por intermédio de tal procedimento, a rua deixa de ser apenas espaço de trânsito e converte-se em território de troca, de intercâmbio de experiência.


Lino Rojas
O diretor teatral Lino Rojas (1942-2005), dá nome à Mostra em virtude de sua pesquisa e atuação nas ruas da cidade de São Paulo. Foi um dos pioneiros da pesquisa em teatro de rua no Brasil. Em São Paulo, já em 1979 atuava com o Grupo Treta, formado por jovens da USP – Universidade de São Paulo. Lino Rojas foi formado pelo INSAD – Instituto Superior de Arte Dramática (Lima-Peru). Estudou ainda, com renomados diretores, dramaturgos e pesquisadores teatrais como Julian Beck, Enrique Buenaventura, Atahualpa del Cioppo , e Pablo Neruda entre outros. Em São Paulo ministrou diversos cursos e desenvolveu muitos projetos nesta área , dentre os quais cabe destacar o “Semear Asas“, de 1989, no bairro de São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), que deu origem ao Pombas Urbanas, grupo que dirigiu por quinze anos.
Em novembro de 2005, Lino Rojas foi homenageado in memorian pelo Ministério da Cultura com a medalha de Ordem ao Mérito Cultural, um reconhecimento do Governo Federal por sua contribuição à cultura brasileira.

Homenageado da 5ª Edição
O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco - MTP/PE resiste por meio de ações que propiciam levar o questionamento e a reflexão à população do Recife-PE, objetivando tratamento digno dos gestores públicos para com os grupos de teatro popular.
"Somos resistentes. Lutamos contra os absurdos cometidos por aqueles que se autodenominam ‘gestores públicos’. Não estamos mortos... por isso seguimos em frente disponibilizando nossos trabalhos em busca de dias melhores.”
Nos seus 25 anos de existência, o MTP-PE já realizou encontros, mostras, festivais e vivências que, além de contemplarem milhares de pessoas, discutiram política cultural e o fazer artístico em seus aspectos técnicos e estéticos. O Movimento vem colaborando para que a população em geral, sobretudo as camadas populares, tenham acesso aos bens simbólicos, por isso seus integrantes escolheram a rua como espaço cênico privilegiado, de maneira a contribuir para que as pessoas tenham uma nova leitura de mundo a partir da arte teatral.
“Hoje estamos nas ruas - de novo, agora e sempre – denunciando as dores, as agonias, os subterfúgios, mais ainda, sobrevivendo, resistindo, criando e lutando com as nossas armas (o teatro, a música, a poesia e a dança), objetivando fortalecer o nosso bem maior: a nossa arte popular.”
Hoje, o movimento conta com a participação de oito grupos: Amanhã Eu Digo o Nome; Arteiros; Grupo Coquearte; Grupo de Teatro Popular Vem Cá, Vem Vê; Drão de Teatro; Ifá-Rhadha de Art’Negra; POESIS - Grupo Cultural do Alto José do Pinho; TEAMU e Cia.

Idealização: Movimento de Teatro de Rua de São Paulo - MTR/SP.

http://mtrsaopaulo.blogspot.com/

CONVOCATÓRIA

AMANHÃ URGENTE

ASSEMBLÉIA PRÓ-FOMENTOS E PELO PROGRAMA VAI.

CONTRA A POLÍTICA DE PRIVATIZAÇÃO DO SECRETÁRIO DE CULTURA DE SÃO PAULO


Dia 03 de novembro (Quarta-feira) às 13h30

Na Câmara Municipal de São Paulo



Local: Palácio Anchieta - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista - São Paulo – SP

Referência: Próximo ao Terminal Bandeira de ônibus.

Informações: (11) 8121-0870.



Tarefas dos Grupos:

Convocar mais pessoas e no dia trazer instrumentos sonoros, tambores, apitos, mega-fones e caixas de som com amplificador.



Todos estão convidados para esta demonstração pública de indignação contra o Decreto Municipal que descaracteriza as Leis de Fomento para a Cidade de São Paulo e faz retroceder a conquista histórica iniciada pelo Movimento Arte Contra a Barbárie.



O fomento é uma conquista do teatro brasileiro de grupos e coletivos, que defendem um modo de produção artística. Ele não é uma disputa por verbas. Ter verba pública é a reivindicação de um conceito que estrutura um modo de instaurar o espaço das artes cênicas nos bairros, nas comunidades, no cotidiano de uma sociedade, proposto por artistas que vivem esta relação com o público: uma relação pública. Isto não é um desejo só de São Paulo. Todas as lutas organizadas pelos coletivos de Teatro e Dança, reivindicam suas Leis Específicas e o Prêmio Brasileiro ao Teatro que são uma espécie de Fomento Nacional. Se o atual Secretário de Cultura Augusto Calil vencer esta parada, que é a desarticulação da Lei para sucateá-la e eliminá-la, “legalmente” o prejuízo é muito grande, infinitamente maior do que podemos suportar.

Agora é hora de aliança e força de mobilização e luta em todo o país. Qualquer diferença poderá ser debatida em outra circunstância. Agora o foco é num só lugar: Contra a Atitude da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo. Cada ponto ganho por esta aliança será um passo avançado na conquista de outros desdobramentos que são conseqüências das próprias questões que o exercício da lei de fomento nos levanta.



Por favor, ajudem na divulgação e Mobilização.



Dia 03/11 (Quarta-feira) às 13h30

Na Câmara Municipal de São Paulo



Organização:



Roda do Fomento

Movimento 27 de março

Movimento de Teatro de Rua

Cooperativa Paulista de Teatro

Mobilização Dança

Convocadança

Cooperativa Paulista de Dança

Cooperativa Cultural Brasileira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PLENÁRIA PERMANENTE

REUNIÃO AMPLIADA PRA TODA CATEGORIA ARTÍSTICA

MUDANÇAS NAS LEIS DO FOMENTO, NO VAI E EM TODOS OS EDITAIS E PROGRAMAS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DA CIDADE DE SÃO PAULO.

A partir de 2005 o Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo tem sofrido inúmeros ataques, levando as trabalhadoras e os trabalhadores de teatro a uma série de mobilizações e embates muito desgastantes.

Infelizmente temos que iniciar mais uma luta para defender a Lei do Fomento (Teatro e dança) de nova investida por parte da Prefeitura. O Decreto Municipal n° 51.300 de 22 de fevereiro de 2010 cria um aparato burocrático capaz de engessar e, mesmo, inviabilizar a atividade dos grupos, tanto que sabiamente exclui das exigências deste Decreto as Organizações Sociais e outras contratações na área das artes, como aquelas relacionadas à Virada Cultural.

Com o decreto vem o velho discurso de que somos contra a prestação de contas.

Talvez tenhamos que colocar na porta da galeria Olido um enorme luminoso: "NÃO SOMOS CONTRA A PRESTAÇÃO DE CONTAS". Somos contra as investidas burocráticas que visam paralisar um dos mais democráticos programas de política cultural do país. Assim, uma vez mais nos reuniremos para tratar de um assunto desagradável.

Todos os que são capazes de fazer um gesto contra esta agressão da Secretaria de Cultura e da Prefeitura de São Paulo estão convidados a comparecer nesta 2ª feira, dia 20 de outubro às 19h30 no Teatro Coletivo.

Por favor, ajudem na divulgação.



DIA 25/10 (Segunda-feira) às 19h30 no Teatro Coletivo

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Cia dos Inventivos é indicada ao prêmio CPT 2010 "Grupo Revelação" da Cooperativa Paulista de Teatro

Confira abaixo os indicados do 1º semestre às 14 categorias do *Prêmio CPT 2010:

1 – Dramaturgia – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional
- Francisco Carlos (Namorados da catedral bêbada e Banana mecânica)
– Luís Alberto de Abreu (Em nome do pai / Um dia ouvi a Lua)
– Leonardo Moreira (Escuro)

2 – Direção – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional
– Leonardo Moreira (Escuro)
– Antunes Filho (Policarpo Quaresma)
– Luciano Carvalho (A Saga do menino diamante – Uma ópera periférica)

3 – Elenco – Em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional
Espetáculos:
– O Errante (Brava Companhia)
Rafaela Carneiro, Max Raimundo, Márcio Rodrigues, Luciana Gabriel, Fábio Resende, Ademir de Almeida.
– O Idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana).
Aury Porto, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luis Mármora, Sérgio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado, Vanderlei Bernardino e Otávio Ortega
– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul)
Andressa Ferrazi, Luciano Carvalho, Osvaldo Hortencio, Renato Gama e Tati Matos.

4 – Trabalho apresentado em sala convencional
Espetáculos:
– Escuro
– Policarpo Quaresma
– Dois Perdidos Numa Noite Suja

5 – Trabalho apresentado em rua
Espetáculos:
– Ser Tão Ser – Narrativas da outra Margem – (Buraco D’Oráculo)
– A farsa do advogado Pathelin – (Rosa dos Ventos – Presidente Prudente) – Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.
– Terra Papagallis – (Trupe Olho da Rua – Santos)

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais
Espetáculos:
– A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica (Dolores Boca Aberta)
– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul)
– Re-bentos – Trilogia Degenerada (Cia. Pessoal do Faroeste)

7 – Trabalho para plateia infanto-juvenil apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional
Espetáculos:
– Amazônia Adentro
– A Mostra Cia. da tribo – 14 anos.

8 – Grupo ou Companhia revelação, do interior, litoral ou capital do Estado
– Cia. dos Inventivos
– Brava Companhia
– Cia. Hiato


9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista, em sala convencional, rua ou espaço não convencional
Espetáculos:
– Um dia ouvi a Lua – Cia. de Teatro da Cidade (São José dos Campos)
Texto: Luís Alberto de Abreu – Direção: Eduardo Moreira
– A farsa do advogado Pathelin – Rosa dos Ventos (Presidente Prudente)
Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.
– Terra Papagallis – Trupe Olho da Rua (Santos).

10 – Projeto Visual – elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica: iluminação, cenografia, figurino, adereços, maquiagem
– Paulo Faria: Re-bentos (Trilogia Degenerada)
– Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira (Escuro)
– Fernanda Aloi (Êxodos)

11 – Projeto Sonoro – elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica: palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia.
– Nara (Pedro Paulo Bogossian)
– Popol Vuh (Gustavo Kurlat e Fabrício Zavanella)
– Lamartine Babo – Musical dramático (Fernanda Maia)

12- Ocupação de espaço – Compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado.
– Dolores Boca Aberta (A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica)
– Cia. Pessoal do Faroeste (Trilogia Degenerada)
– Brava Companhia (O Errante)

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro, suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de Grupos e Companhias teatrais, instituições ou similares.
– Na cena do Dr. Dapertutto: Maria Thais (Perspectiva)
– Hierofania: Sebastião Milaré (Edições SescSP)
– Batalha da Quimera: Sebastião Milaré (Edições Funarte).

14 – PRÊMIO ESPECIAL
1ª Indicação
Aos Movimentos 27 de Março, Roda do Fomento, Movimento de Teatro de Rua e Núcleo regional de pesquisadores de teatro de rua.
(Pelo importante engajamento estético, militante e político em prol da Cultura do País).

*Foram consideradas as indicações da sociedade civil, realizadas por e-mail até o dia 23/07/2010, e de membros da comissão julgadora formada por Antônio Chapéu, Alexandre Mate, Lizette Negreiros e Sérgio Roveri.

domingo, 17 de outubro de 2010

MOBILIZAÇÃO URGENTE



A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo uma série de mudanças na Lei que regulamenta o Programa de Fomento ao Teatro através do decreto N° 51.300 de 22 de Fevereiro de 2010 publicado no Diário Oficial. As mudanças alteram as condições vigentes nas atuais e últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

Os movimentos de Teatro de Grupo de São Paulo, da Dança e a Cooperativa Paulista de Teatro convocam para o dia 20 de outubro, às 19h30, todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência. Pauta: Apresentação de propostas das Comissões formadas para o encaminhamento das ações. É muito importante que venham representantes de todos os grupos e estudantes de artes cênicas em geral.

Local: Teatro Coletivo - R. da Consolação, 1.623. Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MANIFESTO - Texto assinado por Leonardo Boff e Chico Buarque convoca artistas 'a somarem forças para garantir os avanços' do governo Lula

Manifesto de artistas e intelectuais pró-Dilma

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.
Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.
Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.
Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.
Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.
- Leonardo Boff
- Chico Buarque
- Fernando Morais
- Emir Sader

- Eric Nepumuceno
Leonardo Boff
Maria Conceição Tavares
Oscar Niemeyer
Marilena Chaui
José Luis Fiori
Emir Sader
Theotonio dos Santos
Fernando Morais
Nilcea Freire
Laura Tavares
Walnice Galvão
Eric Nepomuceno
Martha Vianna
Felipe Nepomuceno
Pablo Gentili
Florencia Stubrin
Flavio Aguiar
Renato Guimarães
Ivana Bentes
Vera Niemeyer
Giuseppe Cocco
Sergio Amadeu
Hugo Carvana
Martha Alencar
Carlos Alberto Almeida
Luiz Alberto Gomez de Souza
Ingrid Sarti
Gaudêncio Frigotto
Isa Jinkings
Leila Jinkings
Sidnei Liberal
Sueli Rolnik
Celio Turino
José Gondin
Lejeune Mirhan
Monica Bruckman
Izaias Almada
Clarice Gatto
Fernando Vieira
Rafael Alonso
José Fernando Balby
Breno Altman
Elisabeth Sekulic
Carlos Otavio Reis
Cassio Sader
Tatiana Roque
Monica Rocha
Carlos Augusto Peixoto
Antonio Lancetti
Benjamin Albagli Neto
Geo Brito
Barbara Szaniecki
Henrique Antoun
Francisco de Guimaraens
Mauricio Rocha
Cibele Cittadino
Adriano Pilatti
Marcio Tenambaum
Jô Gondar
Rodrigo Guéron
Paulo Halm
Maria Candida Bordenave
André Fetterman Coutinho
Carlos Eduardo Martins
Lucia Ribeiro
Helder Molina
Elizabeth Serra Oliveira
Isadora Melo Silva
Janes Rodriguez
Claudio Cerri
Gloria Moraes
Peter Pal Pelbart
Mari Helena Lastres
Cecilia Boal
Alexandre Mendes
Mauro Rego Costa
Ana Miranda Batista
Ana Maria Muller
Ronald Duarte
Osmar Coelho Barboza
Joaquim Palhares
Marco Weissheimer
Silvio Lima
Isabella Jinkings
Marcia Aran
Cezar Migliorin
Susana de Castro
Ricardo Rezende Figueira
Eiiana Schueler
Virgilio Roma Filho
Ana Lucia Magalhaes Barros
Maria de Jesus Leite
Marcos Costa Lima
Alberto Rubim
José Cassiolato
Beth Formaggini
Marilia Danny
Fabrício Toledo
Ana Maria Bonjour
Ana Maria Alvarenga de Barros
Marcio Miranda Ferreira
Marcio Pessoa
Marco Nascimento Pereira
Vanessa Santos do Canto
Monica Horta
Ana Maria Muller
Fernanda Reznik Santos
Eliete Ferrer
Felipe Cavalcanti
Francini Lube Guizardi
Rodrigo Pacheco
Edna Krauss
Luis Felipe Bellintani Ribeiro
Rosa Maria Dias
Leneide Duarte-Plon
Licoln de Abreu Penna
Marcelo Saraiva
Francisco Bernardo Karan
Lucy Paixão Linhares
Luiz Carlos de Sousa Santos
Eliana Dessaune Madeira
Lucio Manfredo Lisboa
Isabel Moraes da Costa
Sandra Menna Barreto
Angelo Ricardo de Souza
Roberto Elias Salomão
Angelo Ricardo de Souza
Ricardo Elias Salomão
Eleny Guimarães Teixeira
Elisa Pimentel
Leonora Corsini
Maria Helena Correa
Isis Proença
José Adelio Ramos
Albertita Dornelles Ramos
Deborah Dornelles Ramos
Tamarah Dornelles Ramos
Xavier Cortez
Rodrigo Gueron
Aparecida Martins Paulino
Leonardo Palma
Paulo Roberto Andrade
Urariano Mota
Lea Maria Reis
Ferreira Palmar
Gabriel Rebello
AGFilho
Newton Pimentel
Patricia Ferraz
Pedro Alves Filho
José Antonio Garcia
Afonso Lana Leite
Mariana Rodrigues Pimentel
Jussara Rodrigues Pimentel
Affonso Henriques
Ana Muller
Mario Jakobskind
Fabio Malini
Dayse Marques Souza
Tania Roque
Jussara Ribeiro de Oliveira
Rita de Cassia Matos
Fernando Santoro
Washington Queiroz
Araken Vaz Galvão
Paulo Costa Lima
Carlos Roberto Franke
Caio Martinez Pacheco
Raquel Rollo
João Paulo Pires

Cia Humbalada no centro da cidade de São Paulo

II MOSTRA DE TEATRO DE RUA DA ZONA NORTE





Algumas fotos da nossa participação na mostra de teatro de rua organizada pelo Núcleo pavanelli em parceria com o Cicas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

INFORME EXTRAORDINÁRIO

MUDANÇAS NA LEI DO FOMENTO E EM TODOS OS EDITAIS E PROGRAMAS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DA CIDADE DE SÃO PAULO

A Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo está propondo uma série de mudanças na Lei que regulamenta o Programa de Fomento ao Teatro através do decreto N° 51.300 de 22 de Fevereiro de 2010 publicado no Diário Oficial.

As mudanças alteram as condições vigentes nas atuais e últimas edições e precisam ser discutidas pelo conjunto da categoria.

Os movimentos de Teatro de Grupo de São Paulo e a Cooperativa Paulista de Teatro convocam todos os interessados (cooperados ou não) para uma reunião de emergência com este ponto único de pauta.

Precisamos garantir o maior número possível de pessoas dia 13 de outubro no Teatro Coletivo 1623.

Por favor, ajudem na divulgação.

DIA 13/10 (Quarta-feira) às 19h30 no Teatro Coletivo

Local: Rua: Da Consolação, 1.623.

Informações: (11) 3255-5922 / 8121-0870.


PAUTA:

1 – Mudanças arbitrárias na Lei que regulamenta o PROGRAMA DE FOMENTO AO TEATRO, DANÇA, VAI E TODOS OS EDITAIS E PROGRAMAS DA SECRETARIA DE CULTURA DA CIDADE DE SÃO PAULO.

É muito importante que venham representantes de todos os grupos

Acessem:

- Blog da Roda do Fomento:

http://rodadofomento.blogspot.com/

- Blog do Movimento 27 de março:

http://movimento27demarco.blogspot.com/

- Blog do Movimento de Teatro de Rua:

http://mtrsaopaulo.blogspot.com/

- Site da Cooperativa Paulista de Teatro:

http://www.cooperativadeteatro.com.br/

Programação "Canteiro" no mês de Outubro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

1º Mesa dos "Escambos Estéticos"






Companheiros!

Gostaríamos de compartilhar algumas fotos do nosso primeiro encontro do Escambos que aconteceu na última quinta-feira dia 30 às 19hs no Instituto de Artes da Unesp com os convidados Alberto Ikeda, Ednaldo Freire e Marianna Monteiro.Para nós foi uma felicidade realizar um trabalho que discutimos meses atrás com a orientação do nosso querido mestre,amigo e parceiro Alexandre Mate.A idéia desses encontros é discutir sobre estética do teatro realizado a céu aberto e contamos com a presenção de vocês para o próximo encontro que será já na primeira semana de dezembro deste ano com o título "Bandido é quem anda em bando".

domingo, 12 de setembro de 2010

Grupo Os Crespos discute a identidade do negro no País

Grupo apresenta mosaico de imagens para traçar a identidade do negro no Brasil.

Partindo de textos do alemão Heiner Muller, dos compositores Caetano Veloso, Chico Buarque e Vinicius de Moraes, do ativista político Martin Luther King, do líder negro Malcolm X, dos escritores Cornel West e Ralph Ellison e do grupo musical Racionais MCs, entre outros. Para ressaltar sua pesquisa sobre o racismo Os Crespos utilizam, ainda, música, artes plásticas e projeção de filmes.

Durante um ano, o grupo desenvolveu pesquisa e realizou sete intervenções em espaços públicos da cidade, investigando a construção da imagem do negro na sociedade contemporânea, seus desdobramentos históricos e qual a relação dessa imagem com o olhar desse indivíduo para si mesmo nos dias de hoje. O resultado é um espetáculo que une vídeo, música, fotografia e instalação. “Consideramos que se trata de uma performance teatral, com figurino, cenário e dramaturgia, mas também é a primeira experimentação aberta de um espetáculo em construção”, explicam os atores.

Sobre A Construção da Imagem e a Imagem Construída

Iniciado em setembro de 2009, o projeto estuda a construção do racismo na história e seus desdobramentos. Os Crespos, grupo de teatro formado por atores negros, partiram em busca de uma rígorosa pesquisa sobre a imagem do negro e preconceito nos dias atuais. “Acreditamos que o racismo é um problema da sociedade brasileira e não da população negra. É uma questão que precisa ser resolvida”,



Para roteiro:

A CONSTRUÇÃO DA IMAGEM E A IMAGEM CONSTRUÍDA. Dias 15, 16 e 17 de setembro (quarta, quinta e sexta), às 21 horas, na Sede da Cia Livre.Colaborador de dramaturgia- Marcelino Freire. Direção - Eugênio Lima. Núcleo Artístico – Joyce Barbosa, Lucélia Sérgio, Mawusi Tulani e Sidney Santiago. Músicos - Cássio Martins e Fernando Alabê. Direção de Arte - Achiles Luciano. Assistente de direção - Luaa Gabanini. Fotografia - Wagner Celestino. Figurino - Claudia Schapira. Direção de Vídeo - Leandro Goddinho. Elenco - Joyce Barbosa, Lucélia Sérgio, Maria Gal, Mawusi Tulani e Sidney Santiago. Ator convidado -Tom Roberto. Produção - Eliana Filinto e Fabiano Benigno.
Designer gráfico-Fernando Sato
Preparação Vocal- Andrea Drigo
Treinamento Corporal-Alexandre Paulain
Sede da Cia Livre - Rua Pirineus 107. Barra Funda (Região Central, ao lado do Metrô Marechal Deodoro). Telefone - 11 3564 3663.Nextel 7766 9235 Capacidade – 40 lugares. Censura – 14 Anos. Duração – 90minutos. Preço – Grátis. A bilheteria abre com 30 minutos de antecedência

A Função do Artista por Amir Haddad

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Inventivos no Parnaíba Festival 10!




19 Setembro

Espaço Antropofágico (Atrações Culturais)

15:50h – Cia. Dos Inventivos (teatro de rua)
17:10h – Votubumbá (música, samba de bumbo)
17:50h – Shekinah (dança)
18:30h – Oficina Cultura Contemporânea de Barueri
19:10h – Monica Nassif - Espetáculo “Lua” (dança)
20:00h – Kamaleoas (dança)


Palco Principal

21:00h – Banda Vencedora do Festival
21:30h – Leões de Israel

Bike Downhill

13:00h às 17:00h – Manobras de Bike (atrás da Igreja)

Secretaria de Esportes
das 13:00 às 17:00 – Campeonatos de Luta (Jiu-Jitsu e Muai Thai)

Tapete Literário
Empréstimo de livros

Cine Teatro
16:00h – Cinderela

Atrações de Rua
14:00h – Trupe Sol La Circo
16:50h – Trupe Sol La Circo

Acesse o site: www.parnaibafestival.com.br

domingo, 5 de setembro de 2010

Movimento ELT em ALERTA! e a Comunidade da Escola Livre de Teatro convidam



Ocupação Artística para reflexão do ELT em ALERTA! - que surgiu com o pedido de demissão de Edgar Castro do seu cargo de Coordenador da ELT, feito pela Secretária de Cultura, Esportes e Lazer, de Santo André, em 08 de setembro de 2009.


Cortejo pelo bairro de Santa Terezinha, Bate-papo sobre o Movimento e Sarau Livre!

Para maiores informações: movimentolivresa@gmail.com

De 11 a 19 de Setembro acontece o 3º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo‏




Setembro é mês do 3º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, que acontece de 11 a 19 no Centro Cultural Arte em Construção e em praças do bairro Cidade Tiradentes, extremo leste da capital, com nove dias de intercâmbios artísticos, workshops, apresentações teatrais e um fórum de discussão sobre Teatro em Comunidade durante a programação.
Desde 2008, o Pombas Urbanas e o Núcleo Teatral Filhos da Dita (primeira turma de teatro jovem da Cidade Tiradentes formada pelo Pombas) fazem deste bairro palco para a realização de um Encontro Comunitário, que na 3ª edição traz espetáculos dos alunos do Centro Cultural Piollin (João Pessoa – PB) e do Grupo de Teatro Ajedrez (Medellín – Colômbia); além de oito grupos de teatro jovem de São Paulo, que têm atuação ativa em suas comunidades e que neste

domingo, 29 de agosto de 2010

Em Setembro, encontro de fazedores,pensadores e interessados no teatro a céu aberto: "Escambos Estéticos-No entrecruzamento dos fazedores de Rua"

Escambos Estéticos-"No entrecruzamento dos fazedores de Rua".

Dia 30 de setembro de 2010 às 19HS.

Tema: Apropriação do Rural no/pelo Urbano

Convidados:

Alberto Ikeda
Marianna Monteiro
Ednaldo Freire

Mediação: Alexandre Mate

Local: Instituto de Artes da Unesp I Sala 413 - 4º andar I metrô Barra Funda

Esse encontro faz parte do projeto "Viva o Povo Brasileiro!" pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

sábado, 28 de agosto de 2010

Um pequena jóia em São Paulo: Grupo Pró-Posição



Grupo Pró-Posição apresenta:
LinhaGens
Janice Vieira e Andréia Nhur

De 26 a 29 de agosto. Quinta a sábado, 20h, domingo, 19h. Galeria Olido. Avenida, São João, 473. Tel.: 3331-8399 e 3397-0171.Grátis.

De 10 a 12 de setembro. Sexta e sábado, 21h, e domingo, 20h. Viga
Espaço Cênico - Sala Piscina. Rua Capote Valente,
1.323. Tel.: 3801-1843.R$ 10,00 e R$ 5,00

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Chapéu e a arte de rua

O teatro e os artistas que fazem arte de rua vêm conseguindo com significativo êxito, nos últimos anos, seu reconhecimento em projetos governamentais e junto a empresas que investem em cultura. Este reconhecimento faz com que instituições que antes davam atenção apenas ao teatro de palco, recebam também os grupos e trabalhos de teatro de rua.

O teatro de rua, entretanto, tem uma importante tradição: a passada do chapéu. Esta prática tradicional, milenar, tem sido proibida, coibida ou evitada em alguns desses novos locais de apresentação, talvez por não ser compreendida como uma tradição artística com raízes históricas, mas apenas como um pedido de dinheiro ao público. O artista de rua não depende apenas dos projetos e das instituições que os contratam, mas sim da população, que é o berço de seu trabalho. A relação que esse artista estabelece com o público que o assiste é de uma ordem diversa daquela instituída nos palcos fechados, onde o pagamento do espetáculo se dá antes mesmo da apresentação.

O próprio “pagamento” na rua adquire um valor simbólico, como um exercício de troca, de afeto entre iguais em um determinado instante. Afeto que se materializa não somente em dinheiro, mas em balas, sacos de pipoca, apertos de mão, panfletos e pequenas histórias, partes daquele instante, que concretizam a presença do espectador enquanto parte viva e ativa do espetáculo e não apenas enquanto simples “pagante”.

Além disso, o chapéu também tem importância dentro da “dramaturgia” de muitos espetáculos. Muitas são as variações criadas para a passada do chapéu: músicas, cenas, interrupções do roteiro ou partes propositais dentro do próprio espetáculo. A criatividade e a arte de ganhar o seu sustento são características inerentes ao artista que trabalha na rua.

Nesse sentido, a coibição dessa prática é muito negativa na educação e formação do público para valorização desta arte, quando feita na rua, e também na quebra e desrespeito a esta tradição. Não é apenas uma questão de manter uma tradição por seu charme medieval, mas sim de manter uma relação com o público que é fundamental para o reconhecimento desses artistas de rua.

Esse ato tem caráter de defesa de um posicionamento que a arte de rua deve viver da rua e seus simbolismos, construídos historicamente.

Tomar essa posição significa dizer que o artista de rua não pretende migrar para as salas e ambientes tradicionais das artes cênicas, mas sim, manter seus pilares em sua origem que é chegar sempre em locais onde a arte não chega.

Esta carta tem o objetivo de orientar artistas e interessados em compreender que “passar o chapéu” é um ato de preservação do teatro e da arte de rua que tem como prioridade o espaço público de praças, ruas e demais logradouros por princípios estéticos, de conteúdo artístico, político e baseados nos direitos humanos universais sobre o acesso aos bens culturais.

Solicitamos o reconhecimento da legitimidade, do princípio ético e pedagógico contido no ato de passar o chapéu independente da política e de normas institucionais que restrinjam essa prática inerente ao artista de rua.



Movimento de Teatro de Rua de São Paulo

Núcleo Regional de Pesquisadores de Teatro de Rua

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ARTISTAS MORREM EM FRENTE À PREFEITURA!

Artistas do MTR/SP (Movimento de Teatro de Rua de São Paulo) morrem simbolicamente no próximo dia 23 em ATO PÚBLICO pelo cumprimento da Constituição Brasileira.
“é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”
Constituição Brasileira, artigo 5º termo IX
No dia 23 de agosto (Dia do Artista e Dia Contra a Injustiça), no Largo do Paissandu, a partir das 10h, em São Paulo, os grupos de teatro de rua do MTR/SP darão início a uma manifestação repleta de intervenções artísticas, em conjunto com a Rede Brasileira de Teatro de Rua, a favor da liberação dos espaços públicos abertos (ruas, praças, vielas, jardins, parques) para realização das suas atividades artísticas. A manifestação será feita por todo o país.
Em São Paulo estão confirmadas as presenças dos grupos:

Buraco d'Oráculo
Cia As Marias
Cia dos Inventivos
Cia do Miolo
Como Lá em Casa
Grupo Teatral Parlendas
Mamulengo da Folia
Núcleo Cênico ProjetoBaZar
Núcleo Pavanelli
Pombas Urbanas
Populacho e Pic Nic
Trupe Artemanha
TUOV (Teatro União e Olho Vivo)

Os artistas seguirão em cortejo até a Praça Patriarca e o ponto alto da programação será por volta das 14h, horário em que os participantes se deitarão em frente ao prédio da prefeitura de São Paulo, montando um cemitério cênico repleto de cruzes brancas em um ato simbólico de morte do artista popular. Neste momento ocorrerá leitura a população de uma Carta Aberta (que será encaminhada aos Prefeitos, Governadores, Secretários de Cultura, MinC, FUNARTE, Conselho Nacional de Política Cultural, Conselhos Municipais e Estaduais de Cultura, vereadores, deputados e senadores).
Outras cidades do Estado de São Paulo se mobilizarão simultaneamente conforme descrito abaixo:
Em SOROCABA o grupo Nativos Terra Rasgada fará mobilização, juntamente com outros grupos da cidade, na Praça Coronel Fernando Prestes (Centro) mantendo os mesmos horários e ações da capital.
Em PRESIDENTE PRUDENTE os grupos Circo Teatro Rosa dos Ventos, Os Mamatchas e outros grupos integrantes da Federação Prudentina de Teatro marcarão presença com banda e na companhia lúdica do bonecão caricatura “Secontrário de Cultura”. Os locais da manifestação serão as entradas: do Teatro Municipal e Teatro César Cava no horário de abertura dos espetáculos do FENTEPP (Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente), que terá início no dia 20 de Agosto e cuja programação detalhada ainda não foi divulgada no site oficial do evento, fato questionado pelos grupos envolvidos na manifestação.

SOBRE O MTR / SP
O Movimento de Teatro de Rua da Cidade de São Paulo (existente desde 2002) agrega diferentes grupos e companhias de teatro de rua, pensadores e afins que visam a construção de políticas públicas permanentes que garantam a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua nessa cidade. O Movimento propõe ações que possibilitam o desenvolvimento de reflexões sobre o teatro de rua em âmbito nacional, bem como sobre sua relação com a cidade. Os integrantes do movimento de teatro de rua da cidade de São Paulo defendem a valorização do espaço público aberto como local de criação, expressão e encontro, compreendendo que assim esse espaço torna-se ambiente propício à ampliação da cidadania de quem com ele se relaciona.

Realizações:
- 1º Seminário de Teatro de Rua (2003);
- Overdose de Teatro de Rua – 5 edições;
- 1ª Temporada de Teatro de Rua de São Paulo (2004);
- MOSTRA DE TEATRO DE RUA LINO ROJAS – 4 edições (a 5ª edição ocorrerá ainda em 2010)
- Revista Arte e Resistência – 2 edições;
- Participação na criação da Rede Brasileira de Teatro de Rua.

Sobre a RBTR (Rede Brasileira de Teatro de Rua)
Criada em 2007, a Rede Brasileira de Teatro de Rua é atualmente formada por movimentos e grupos de 27 estados brasileiros. Já realizou sete encontros, trazendo inclusive grupos da Argentina e da Colômbia para os debates.
A Rede Brasileira de Teatro de Rua é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo
SERVIÇO
Manifestação a favor da liberação dos espaços públicos abertos para a realização de atividades artísticas.

São Paulo (capital)
Dia 23 de Agosto de 2010
Horário: Das 10h às 14h.
Local: Largo do Paissandu (concentração) seguindo em cortejo até a Praça do Patriarca (centro de São Paulo)
CONTATO: Aurea Karpor (11) 8337-5168 – aurea@projetobazar.com.br

Sorocaba
Dia 23 de Agosto de 2010
Horário: Das 10h às 14h.
Local: Praça Coronel Fernando Prestes (centro)
CONTATO: Flávio Melo (15) 9748-3690 – flavio@nativosterrarasgada.com.br

Presidente Prudente
Dia 23 de Agosto de 2010
Horário: início dos espetáculos do FENTEPP
Local: Entrada dos Teatros:
Teatro Municipal Procópio Ferreira - Piso inferior da Prefeitura Municipal de Pres. Prudente – SP - Av. Cel. José Soares Marcondes, n° 1200 – Centro
Teatro César Cavas - Rua José Bongiovane, 700
CONTATO: Lois (18) 9747-6867 – lpvalente@hotmail.com

TODOS ESTÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR!!!
MTR/SP
HTTP://mtrsaopaulo.blogspot.com

Estamos contra a tirania do Secontrário Fabio Matarazzo.



Texto de Antonio Sobreira (sou eu mesmo)R

reenvie essa mensagem aos prudentinos de coragem, atados e desatados"Escreva sobre o riacho da tua cidade e falará ao universo" (Mais ou menos Alguém)

Não falaremos do poluído córrego dos Veados em Presidente Prudente, falaremos ao universo de agentes culturais que acreditam fazer cultura, centralizando recursos, decisões e opiniões em todo canto do Brasil.Falaremos da famosa Secontraria de Cultura de Presidente Prudente, regida pelo Conde Fábio Matarazzo e sei que falaremos de tua vila.Coisas que podemos falar para ampliar o acervo daLISTA DO CONDE PARA REPRESENTAÇÃO POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO(para nos brindar com fama política em Prudente)Há algo estranho no reino da Dinamarca! (Seu Zé, esquina bemtevi, 2010)1. É desconhecido o montante de recursos destinados à cultura em nosso Condado PP;2. São desconhecidas as destinações das verbas e empresas beneficiadas;3. Não há estudos sobre a efetividade de aplicação dos recursos;4. É questionável a fonte de dados sobre o 3% de recursos aplicados do orçamento municipal para cultura; IPEA diz que somo o oitavo município do Brasil (rs rs rs rs);5. A apreciação de políticas e programas de cultura é feita sob bases desconhecidas;6. Os únicos avaliadores da política cultural são os JORNAIS que não fazem a cobrança da efetivação dos pronunciamentos do Conde Matarazzo;7. Recusa em debater com legislativo sobre a Lei Complementar (n°174-07/2010) para nova composição do Conselho Municipal de Cultura.8. Esgoelamento do Conselho Municipal de Cultura (COMUC) ativo entre 2009 e 2010;9. Oferecimento de informação inverídica à Câmara de Vereadores (inatividade do COMUC 2009/2010);10. Esfolamento da classe teatral desde o manifesto de 2008 “Tijolo Não Faz Arte”;11. Castração da mostra prudentina de teatro paralela ao FENTEPP sem explicação oficial;12. Sepultamento do Festival Nacional de Música sem explicação oficial;13. Cadaverização das orquestras municipais por extermínio orçamentário;14. Criação de orquestras por capricho pessoal, sem metas, planos e prosseguimento orçamentário;15. Bombardeamento na imprensa de informações extra-oficias sem sua assinatura e documentação publica oficial e disponível;16. Corpo mole para a realização do Fórum Municipal de Cultura;17. Congelamento de relações com os grupos de teatro resistentes ao Conde de Janeiro até julho de 2010;18. Política de molha mão/cala boca da classe artística que não é apoiada por um plano municipal de cultura. A elite política de Presidente Prudente acredita que se o Conde Matarazzo Nougueira oferecer um montante para um grupo, para um artista, para o balé, para a música equivale a fazer política. Com essa forma de destinar verbas não planejadas por um plano democraticamente elaborado, muitos se calam!Talvez nada disso contenha ilegalidade, mas é imoral, personalista e por tudo isso anti-democrático!Por essas dúvidas todas........Contra a extra-oficialidade de informação!Contra falta de transparência com recursos públicos!Contra o uso indevido da Bíblia!Contra a prática do molha mão/cala boca!EPor um Fórum Municipal de Cultura!A tirania é um hábito com a propriedade de se desenvolver e dilatar a ponto de tornar-se doença. Dostoiévski

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Trupe Olho da Rua - "Batatas, Pinheiros e Outras Histórias"


Sextas e Sábados pelo bairro de Pinheiros e SESC.Dia(s) 20/08, 28/08, 04/09, 10/09, 18/09 e 24/09 Sextas às 12h e 17hSábados às 11h e 14h

Dolores Boca Aberta reestréia a Saga do menino diamante - Uma Ópera Periférica


Reestréia da Saga do menino diamante - Uma Ópera Periférica
De 3 de junho a dia 21 de agosto de 2010, aos sábados estaremos apresentando a Saga do menino Diamante no CDC Patriarca, rua Frederico brotero, 60.Início às 22horas e término às 4horas da manhã. (são 1h40 de apresentação do primeiro ato e o segundo ato é uma festa)Cheguem um pouquinho antes e venham bem agasalhados.
INFORMAÇÕES: 11-3433-8083

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

PRIMEIRO FÓRUM DE TEATRO DE RUA DO NÚCLEO REGIONAL DE PESQUISADORES (SP) - 29, 30 E 31 DE JULHO DE 2010

ALGUMAS DELIBERAÇÕES E SUGESTÕES PARA DISCUSSÃO COM OUTROS SEGMENTOS PARA ENCAMINHAMENTOS.

Durante três dias, o estar junto e a reflexão tiveram um significativo e prazeroso significado. Encontro com iguais e curiosos, o Primeiro Fórum de Teatro de Rua, organizado pelo Movimento de Teatro de Rua de São Paulo e pelo Núcleo Regional de Pesquisadores de Teatro de Rua (SP) conseguiu tentos absolutamente significativos. Com número de participação variando entre 50 e 100 pessoas, por período (e foram 6 períodos - excetuando-se a noite de sexta-feira, em que houve o lançamento do segundo número da revista Arte e Resistência na Rua), o evento passou por questões importantes e resolveu encaminhá-las para discussão, organização dos sujeitos inseridos e interessados no processo e encaminhamentos necessários.
De modo geral, tendo em vista a programação do evento - dividindo reflexão principalmente dialógica (muitos dos fazedores de teatro de rua participaram das cinco mesas) e outras atividades (intervenções artísticas, coletas de relatos,[1] lançamento de revista, ida a espetáculos) - a crítica ao evento foi bastante positiva.
Em 29/07, fruto das discussões, foram destacados os seguintes pontos:
- dificuldade muito maior para o grupo existir do que para produzir seus espetáculos. A dificuldade decorre, sobretudo, das distintas e sempre presentes formas de repressão.
Ação I. A primeira ação coletiva proposta a todos foi: montar uma espécie de dossiê, construído coletivamente a partir de relatos de experiências dos companheiros que já passaram por problemas com as autoridades cerceadoras. Nesses relatos, a ideia é apresentar os estratagemas de que se lançou mão para socialização das táticas de conquista àqueles que passam pelos mesmos problemas. Esta ação será centralizada por Simone Pavanelli. Alexandre Mate, conforme compromisso público fará a redação final.
- denúncia quanto às proibições de passar o chapéu ao fim do espetáculo (em São Paulo: SESCs e projeto Teatro nos Parques). No sentido de criar uma carta-documento (de protesto contra este tipo de arbítrio), o companheiro Antônio Sobreira, do grupo Rosa dos Ventos (Presidente Prudente), escreveu a carta abaixo que, em curto espaço de tempo, deverá receber acréscimos para encaminhamento às instituições que se arrogam ao direito de impor “seus pontos de vista” triturando uma significativa tradição e história. Apresenta a carta:
O Chapéu e a arte de rua
O teatro e os artistas que fazem arte de rua têm seu reconhecimento em projetos governamentais, empresas que investem em cultura. Com esse reconhecimento é comum que o teatro de rua seja recebido por instituições que antes davam mais atenção ao teatro de palco.
O teatro de rua, entretanto, tem uma importante tradição com seu público que é o “passar o chapéu” ao final da apresentação. Esta prática tradicional, cuja documentação histórica remonta ao período medieval, tem sido proibida, coibida ou evitada em alguns desses novos locais de apresentação.
O artista de rua não depende apenas dos projetos e das instituições que os contratam, mas sim da população que é o berço e companheiro de seu trabalho. Nesse sentido, ser coibida a passagem do chapéu tem uma função negativa para a educação do público no que concerne à valorizar a arte apresentada na rua.
Não é apenas uma questão de manter uma tradição por seu charme medieval, mas sim de garantir a auto sustentação da arte e manter uma relação com o público que é fundamental para o reconhecimento desses artistas de rua.
Esse ato tem caráter de defesa de um posicionamento segundo o qual a arte de rua deve viver da rua. Tomada essa posição, significa dizer que esse movimento não pretende migrar para as salas e ambientes tradicionais para as artes cênicas, mas sim, manter seus pilares em sua origem que é chegar sempre em locais que a arte dificilmente consegue chegar.
Esta carta tem o objetivo de orientar artistas e interessados em compreender que “passar o chapéu” é um ato de preservação do teatro e da arte de rua que tem como prioridade as trocas de experiência nos espaços públicos por princípios estéticos, de conteúdo artístico, político e baseados nos direitos humanos universais sobre o acesso aos bens culturais.
Diante do exposto, solicitamos o reconhecimento da legitimidade, do princípio ético e pedagógico contido no ato de passar o chapéu ou outro procedimento que peça de forma espontânea que as pessoas contribuam com a arte de rua, independente da política e de normas institucionais que restrinjam essa prática inerente ao artista de rua.


Ação II. Portanto, como segunda tarefa de todos, compreendendo apresentar acréscimos e sugestões à carta ela encontra-se aqui anexada. Esta ação pode ser centralizada pela sempre querida companheira Simone Brites Pavanelli.
Ação III. Criação de comissão de representação do Núcleo Regional de Pesquisadores de Teatro de Rua (SP) para administrar, encaminhar gestões, socializar informações acerca dos fazedores de teatro de rua. Nas decisões sugeridas de sábado, 31/07, no primeiro andar do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, com mais de 30 pessoas presentes, deliberou-se:
- comissão jurídica, centralizada em Romualdo Bacco e Cícero Almeida (ambos do Teatro Popular União e Olho Vivo) para gerir, sugerir, delegar e socializar encaminhamentos de natureza legal. Cabe à esta comissão a análise e divulgação de procedimentos jurídicos indicando normas, leis, pareceres, indicativos para resolução de problemas ligados aos corpus jurídicos constitucionais.
Fundamental que esta comissão possa estar afinada à OAB, ao departamento jurídico da Cooperativa Paulista de Teatro e outras instituições afins.
- comissão de imprensa, formada por Áurea Karpor (Bazar), Natália Siufi (Parlendas), Luciano Santiago (Artemanha).
- comissão de representação nacional e internacional, formada por Marcos Pavanelli (Núcleo Pavanelli), Oswaldo Pinheiro (Cia. Estável) para promover gestões junto aos poderes constituídos: audiências públicas, ida e organização de comissão para discutir com instâncias do poder municipal, estadual e federal.
- comissão de produção de vídeo, constituída pelo sempre presente Fernando Mastrocola e Rogério Ramos (Trupe Olho da Rua). Dentre as principais incumbências, foi tirada uma proposta de coleta de imagens para criação de um vídeo-denúncia de atos arbitrários contra os criadores.
Ação IV. Escrever uma carta conclamando e estimulando, nas cidades onde houver alguma articulação e artistas militantes, a criação de núcleos regionais de pesquisadores em teatro de rua.
Desse modo, a carta abaixo, escrita pela sempre presente companheira do Tá na Rua, Jussara Trindade, caracteriza-se em uma primeira proposta de conclamação. Assim, em prazo relativamente curto, algumas sugestões podem ser acrescentadas à carta para que possamos colocá-la em diferentes fontes documentais como blogs, jornais e boletins de grupos, jornais locais: cidades, universidades etc.
Para organizar as sugestões, enviar propostas para a comissão de imprensa.

Caros companheiros do Núcleo,
Nos dias 29, 30 e 31/07 tive o prazer de participar das atividades do 1º Fórum do Núcleo Regional de Pesquisadores de Teatro de Rua (SP), evento articulado à 5ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, em São Paulo. Foram três dias de debates sobre vários temas de interesse para a nossa prática artística que finalizou com a constatação de que o Núcleo de Nacional de Pesquisadores torna-se, cada vez mais, um espaço de reflexão fundamental para a construção de um novo pensamento teatral no País, processo no qual o teatro de rua adquire hoje extrema importância.
Nesse sentido, somente com o esforço de pesquisadores de todos os Estados alcançaremos o patamar que almejamos - dar visibilidade e legitimidade aos saberes que sustentam o nosso fazer teatral.
Por isso, faz-se necessária a criação de Núcleos Regionais, no sentido estrito de buscarmos a união entre os pesquisadores que se encontram espalhados pelo País, a fim de fortalecermos nacionalmente as nossas convicções. Ainda que a tarefa seja difícil - em função do número reduzido de pesquisadores, em alguns Estados da Federação - talvez já seja possível congregar alguns integrantes que, a exemplo de São Paulo, estejam interessados em trocar experiências, formar grupos de estudo ou realizar outro tipo de compartilhamento permanente, não necessariamente atrelado a um evento maior.
Enfim, a experiência da criação do Núcleo Regional de Pesquisadores de Teatro de Rua (SP) mostra que esse é um caminho possível para o crescimento coletivo, onde todos podem aprender e ensinar simultaneamente.
A proposta que trago do Fórum é esta: vamos trocar ideias a respeito?


Ação V. Criação de comissão para levantamento, organização e socialização de textos escritos para teatro de rua: tanto textos teatrais prontos como roteiros. Estão nesta comissão: Alexandre Mate (Núcleos Nacional e Regional), Aurea Karpor (Bazar), Marcelo Palmares (Pombas Urbanas), Natália Siufi (Parlendas), Patrícia Caetano (Bando La Trupe), Renata Lemes (Cia. do Miolo), Romualdo Bacco (União e Olho Vivo). Aventou-se, também, a hipótese de manter alguma gestão com entidades internacionais, a exemplo do Centro Latinoamericano de Criación e Investigación Teatral, nascido em Caracas, mas sediado atualmente em Buenos Aires e que tem um excelente banco de textos de toda a América Latina. Para quem ainda não conhece, o endereço eletrônico é www.celcit.org.ar
Ação VI. continuar o processo de estudos de grupo de pesquisas que vem se desenvolvendo desde fevereiro de 2010; criar novo grupo de pesquisa sobre o trabalho de análise crítica dos espetáculos de rua. Caso a ação se efetive ainda este ano, com os colaboradores dos espetáculos apresentados na Mostra Lino Rojas, as reflexões daí decorrentes devem ser espalhadas para o MTR.
Intervenções dos palestrantes
Como aspectos citados pelos diversos palestrantes e convidados, tivemos:
- teatro de rua precisa apropriar-se das experiências postas na/pela rua. A história do Brasil pode e deve fazer parte de sua dramaturgia, sempre em perspectiva aproximada da contemporaneidade. Clareza quanto ao que se quer falar: a rua é um espaço por excelência político. Destas considerações, é fundamental (seminal): não é possível ir para as ruas sem alguma consciência política.
- teatro de rua, muitas vezes, caracteriza-se em projeto de vida. Então, como os commedianti dell’arte devem treinar permanentemente. Nesse particular, o treinamento se caracteriza também como clarificador do conteúdo.
- prestar atenção às teses de Mikhail Bakhtin e à dramaturgia de Luís Alberto de Abreu.
- os artistas de rua devem observar os tipos características da rua: camelôs, feirantes, vendedores ambulantes, os pregadores... A transformação do lugar indistinto, que é o logradouro público, precisa transformar-se em um espaço de troca, conciliando o físico e o metafórico. Na rua, os artistas precisam assumir a rua: geográfico e poeticamente. Os espaços públicos, abandonados ou desfavoráveis à população, precisam ser retomados e ocupados com ajuda da comunidade.
- as experiências dos grupos de rua precisam pautar-se e aprimorar as relações horizontais do coletivo criador. Nesse particular, é preciso considerar os gostares e quereres de cada um.
- grupos de teatro, independentemente de serem de rua ou de outras naturezas, precisam considerar e levar em consideração a crítica. A escuta é fundamental nesse processo. Depois de o resultado estar pronto (o espetáculo) o público da rua é aliado significativo.
Relatos de participantes
Durante os três dias, em meio às discussões ou nos intervalos delas, um grupo de aproximadamente 10 belas atrizes colheram relatos dos participantes do fórum acerca de suas primeiras experiências, como espectadores de teatro de rua. Esse material será revisado pela dramaturga Daniela Rosa e por Alexandre Mate. Posteriormente, e dando continuidade ao processo de coleta de relatos, pretende-se publicar um Diário de espectadores (à semelhança dos diários dos viajantes estrangeiros).

Alexandre Mate
05/08/2010: frio de derreter os ossos!
[1] Mais adiante se explicitará o pressuposto e os desdobramentos desta ação.