domingo, 31 de maio de 2009

O espetáculo vai começar

Por Aysha Nascimento

Oba,oba!
Senhoras e senhores o espetáculo vai começar,
Pode chegar.
Tem lugar pra todo mundo!
É na rua minha gente!
É tempo de democratizar.
É artista popular de um lado, pastor de outro, buzina pra frente, ambulância pra traz
É todo mundo em uma grande salada de variedades.
E pesquisa, estuda, discute, apreende, treina, ensaia, dança, encontra
E desencontra.
E o artista ta onde?
Trabalhando.
E a Cia. dos Inventivos?
Prazeres dolorosos!
E o processo vai indo.
E viva! O povo! Brasileiro?
E universaliza o Brasil
Recorta o Brasil
E o mundo é Brasil.
E coloca a forma, discute e assume atitudes.
E o artista se sofistica
Mostra que mostra...
Aí gente, vamô ri, vamô pensar... Vamô fazer teatro.
E a Cia. viaja, e MTRiza e troca.
E a luta de classes?
O teatro tai pessoal
E a gente relata, escreve, dilata...
E... Evolui!
E o espetáculo ta quase acabando
E é Canteiro, então vamô todo mundo cantá meu povo
Por que quem canta seus males espanta
“... Dormia a nossa pátria mãe tão distraída/Sem perceber que era subtraída...”
E a gente escolhe o que digere,
E o que não digere, a gente vomita, meu povo.
E eu,
Uma Inventiva, agradeço e
Reverencio a todos que fazem e fizeram parte desta história, que ta apenas começando
E vamô passá o chapéu minha gente
Por que o Teatro é nossa profissão e o chapéu é nosso ganha pão
Isso é tradição
Meu povo
Isso é tradição!

Boa tarde,tarde linda!

Fizemos um passadão na tarde de hoje a poucos metros dos trilhos do trem para nossos amigos Rafaela e Márcio que estão criando o visual do espetáculo, os objetos,cenário ..tivemos antes um encontro, desses sempre maravilhosos com Edgar, um provocador nato..viva!

Obs.me perdoem pela qualidade das fotos,foram feitas do meu celular.



















quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ensaios no Tendal da Lapa

Iniciamos a semana com nossa dramaturgia quase fechada e os ensaios apartir de agora sempre serão ao ar livre.


A RUA
Paulo Barreto, o João do Rio

Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia – o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia, Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.


Aysha e Maria ensaio com Verônica Nobili Rômulo Nardes - nosso músico multi-instrumentista


Flávio e Aysha em ensaio com Daniela Rosa assistente de direção e Verônica preparadora corporal.

A arena se inicia

domingo, 17 de maio de 2009



Eu sou brasileiro? Sou brasileiro
sim!
Por Marcos di Ferreira

O Brasileiro é um cabra tão danado de sortudo que não sabe o que é a tristeza romantizada dos livros, essa tal melancolia que faz parte das personagens universais.O brasileiro não! Nada disso tem.
O brasileiro é como aquele trecho do filme de Guel Arraes em que a compadecida de Ariano Suassuna fala a respeito do nordestino que na época de seca sai do sertão e vai para a cidade, mas quando fica sabendo de noticias de chuva volta para seu sertão.
O brasileiro é mesmo um cabra arretado, que consegue se virar num país de dimensões continentais, tanto espaço e pouco da colheita na mesa. Um dia desses um amigo havia me dito que deveria existir uma lei em que todos os espaços públicos de uma cidade deveriam ser plantados alimentos para serem pegos por todos, frutas, por exemplo, tropicais: bananas, mamãos,abacates...fazendo do pais um grande tabuleiro,como aquele que a NOSSA Carmem Miranda carregava na cabeça e com seus balangandãs e tamancos e movimentos e graciosas reviradas de olhos, e ?E foi assim que o mundo viu a Bahia/Brasil representada,mas você já foi a Bahia? Lá as baianas do tabuleiro são negras, que representam muito bem a fartura nem que seja de generosidade do povo brasileiro. Num país de misturas infinitas de negros, brancos,índios, amarelos, “todos misturados na grande panela do mundo”, conformados? Não. Não há conformismos no Brasil, há pequenos atos, levantes, gestos de repulsa às vezes líricos e políticos como uma instalação com sua grande fiação que sai do espaço e ganha a rua com sua tomada, self-service, simples ato, mas que nos diz muito.

Você escolhe o que come?




Construção já!


A Cia. começa agora uma nova fase do processo de montagem,fechamos praticamente nossa dramaturgia,só não foi decidido o nome do espetáculo.Iniciamos a pesquisa de cenário e figurinos que serão construidos por nossos amigos e parceiros Rafaela Carneiro e Marcio Rodrigues. Estamos devendo fotos dos nossos ensaios,mas prometemos que logo serão postadas.

sábado, 9 de maio de 2009

Rede Brasileira de Teatro de Rua.

Encontro com grupos de teatro de rua do Brasil no mês de Abril em Arcozelo/RJ.


Em Abril/09 a Cia. em parceria com o Tendal da Lapa abre seu processo de montagem para estudantes de teatro

O Grupo





Os inventivos não se escolheram, foram escolhidos e daí se conheceram em 2004 na ELT - Escola Livre de Teatro de Santo André.Inquietos e instigados pelas aulas do mestre Alexandre Mate sobre o teatro épico este grupo de estudantes de teatro fazem reuniões aprofundando seus estudos, fora do horário curricular.
A busca por uma linguagem direta faz com que os inventivos comecem a investigar a formação do homem e da sociedade brasileira identificando-se por uma dramaturgia com elementos do teatro épico que falasse do homem como ser social inserido neste mundo.
A inquietude artística fez com que nascesse a Cia. dos Inventivos.
A proposta da companhia se organiza em torno da re-visita e do resgate da cultura popular através do teatro de rua e da narrativa épica nesse espaço livre e de transeuntes que é a rua, palco das grandes manifestações históricas e também por ser o lugar de
aproximação com o povo, nosso maior interesse.
No ano de 2005, a companhia foi contemplada com o VAI – Programa de Incentivo as Iniciativas Culturais da Cidade de São Paulo com o projeto de pesquisa, montagem e apresentação do espetáculo de rua “A História da Morte de Maria Consorte”, fruto dos estudos do ano anterior. Pelo VAI, durante o segundo semestre de 2005, realizaram
vinte a quatro apresentações gratuitas pelas feiras livres na cidade de São Paulo, projeto propulsor da profissionalização da companhia.
Neste mesmo ano, a companhia participou do 9º Festival Nacional de Teatro de Americana, e foi aclamada com os prêmios de melhor espetáculo de rua e júri popular.
Em 2008 a Cia. com a colaboração do orientador de pesquisa e mestre Alexandre Mate iniciou o estudo do livro “Viva o povo brasileiro” de João Ubaldo Ribeiro, narrativa norteadora deste projeto que inicia.

Carnaval...

Buscando nossas raizes,Salvador/BA


Feira de São Joaquim,Salvador/BA


Descendo a ladeira da Favela Calabar,Salvador/BA

Igreja do Bonfim



Um pescador com sua proteção

Salvador vista para o Pelourinho.

Lavagem da fonte em Itaparica/BA


Ilha de Itaparica/BA - o elenco em pesquisa